Energia reativa pode aumentar conta da Light GLOBO 17/10
Letícia Matheus
A Light está fazendo vistorias em residências e em pequenos estabelecimentos comerciais que consomem em média mais de mil quilowatts/hora por mês para checar o excesso de energia reativa. Se confirmado o índice acima do padrão, a conta de eletricidade sofrerá um aumento que pode chegar a 15% sobre o valor atual. A energia reativa é produzida por motores que transformam a energia ativa – que acende uma lâmpada, por exemplo – em energia eletromagnética, que faz funcionar equipamentos como ventiladores, bombas de água, elevadores e condicionadores de ar. Essa energia reativa sobrecarrega a rede, podendo provocar quedas no fornecimento.
Por isso, a Light está orientando os consumidores a instalarem um equipamento chamado capacitor, que libera a rede elétrica para operar com mais carga. Com o capacitor, o valor da conta de eletricidade será reduzido novamente.
Este ano, a Light vistoriou 7.200 endereços, sendo que 4.800 estavam acima do padrão. O dono do imóvel pode optar por continuar a pagar a taxa extra de energia, caso o custo da instalação do capacitor não compense. Segundo a Light, o custo médio do capacitor é de R$ 800.
Em julho de 99, a concessionária começou a fazer a nova cobrança, vistoriando quatro mil endereços. As vistorias estão programadas para continuar nos 30 municípios de atuação da Light, com cerca de 3,1 milhões de usuários. Os alvos das vistorias, porém, são aqueles endereços com consumo superior a mil quilowatts/hora por mês. Geralmente são mansões e grandes condomínios. A cobrança da taxa de energia reativa pelas concessionárias em todo o país foi autorizada em 1993.