A FGV diz que são necessários R$ 2 bilhões mensais para erradicar a miséria de 1/3 da população brasileira, aproximadamente 58 milhões de pessoas. Sugere que R$ 14 mensais de cada habitante acima da linha dapobreza seriam capazes de acabar com essa vergonhosa situação.
É deprimente analisar a relação dessaconta com outra conta, o superávit primário extra. Como se sabe, elenão foi solicitado pelo FMI ou qualquer organismo internacional, mas,ao invés de 3,75%, a equipe econômica resolveu fazer bonito oferecendo 4,25%.
Esses 0,5% extras multiplicados por um PIB de aproximadamente R$ 1,35 trilhão resultam em quase R$ 7 bilhões no ano. Ou seja, só aqui, já se tem quase 30% da quantia necessária para retirar brasileiros da miséria. Portanto, manter o superávit extra significa que perde-se a oportunidade de salvar aproximadamente 17 milhões de miseráveis. Ou não?
Enquanto isso, o J. P. Morgan, faz umas contas e chega a conclusão que o Brasil já não vale tanto a pena para o mercado. Toda aquela demonstração de subserviência à capacidade de pagar a dívida vai por agua abaixo. Sobe o risco país, cai a bolsa e sobe o dólar. E ai? Aumenta-se o superávit primário? Quantos porcento? Quanto em reais? Quanto em “miseráveis” que permanecem como estão?
Mapa da Fome: Um terço dos brasileiros é miserável, com renda inferior a R$ 79
Agência Brasil
RIO – Os miseráveis no país somam 33% da população e têm renda mensal abaixo de R$ 79. A erradicação da pobreza seria possível com a contribuição mensal de R$ 14 de cada brasileiro que está acima da linha de pobreza, o que daria um montante de R$ 2 bilhões por mês para investimentos em programas sociais. O cálculo consta do Mapa do Fim da Fome II, divulgado nesta quinta-feira pela Fundação Getúlio Vargas, Sesc Rio e pela Organização Não-governamental Ação da Cidadania.
J.P. Morgan causou turbulência no mercado financeiro
Cleide Carvalho – Globo On Line
Valderez Caetano e Isabel Braga – O Globo
Globo Online
RIO, SÃO PAULO e BRASÍLIA – O banco americano de investimentos J.P. Morgan causou turbulência no mercado financeiro ao rebaixar a classificação dos títulos da dívida externa brasileira de ‘overweight’ (acima da média de mercado) para ‘marketweight’ (na média de mercado). Segundo o banco, o cenário externo está menos favorável e os resultados fiscais de janeiro e fevereiro no Brasil foram “desapontadores”.