Estadão 13/2/2001
Agência diz que Brasil também vai ter escassezA Standard & Poor’s divulgou um relatório em Nova York afirmando que o mercado de eletricidade no Brasil compartilha duas características comuns e estruturais com o da Califórnia: a falta de oferta e a incapacidade estrutural das distribuidoras de proteger os preços no futuro. O relatório enumera as semelhanças e as diferenças entre os dois mercados e examina as possíveis soluções para a eventual escassez de eletricidade no País.
"Embora a experiência da Califórnia seja em certa medida única, ela reforça uma verdade geral: os mercados de energia podem ser imprevisíveis e operar sem fazer hedge é arriscado", diz o documento, assinado por Cheryl Richer, da divisão de infra-estrutura da S&P.
Segundo o texto, caso a regulamentação do setor elétrico no Brasil não esteja em vigor até 2003, o ambiente econômico e político poderá influenciar o resultado: as geradoras não aceitarão contratos, a não ser que as distribuidoras aceitem pagar por custos maiores, e a Aneel não aprovará tarifas que repassem aos consumidores os aumentos de custos incorridos no mesmo ano.
No fim das contas, diz a S&P, os consumidores brasileiros poderão ter de arcar com os custos, tal como aparentemente ocorrerá na Califórnia, pelo que indicam os processos judiciais em andamento. (Agências internacionais)
Comentário do ILUMINA
A opinião da Standard & Poor, tão reverenciada pelos nossos governantes, agora anuncia problemas no abastecimento e faz comparações com a Califórnia.
Na análise noticiada apenas um reparo. Não temos tanta certeza se a "Aneel não aprovará tarifas que repassem aos consumidores…". O que vimos até agora é o contrário.