Comentário: Da série “Só mesmo no Brasil”.
- Leilão realizado mesmo com questionamentos sobre a conveniência de fragmentar usina e canal.
- Considerado um sucesso absoluto, apesar de um só concorrente.
- Não se trata de um certame de aporte de capital. Envolve apenas o aceite de uma remuneração para ser a empreiteira de O&M.
- Estatal em sociedade minoritária sem divulgação de termos da parceria quanto às obrigações e custos.
- Sócios secretos. Sem comprovação de experiência no ramo.
- Uma privatização sorrateira, uma vez que a maioria é capital privado.
- Após intervenção do TCU, ao invés do governo, é a estatal, minoritária que revela os nomes dos fundos financeiros que vão “liderar” a operação da usina.
O Ilumina, agora, com a divulgação dos nomes dos sócios, publica a foto dos felizardos.

Cypress, GPI,Goldenbank, Darjan e Cialo.
Furnas divulgou neste sábado o nome dos integrantes do fundo Constantinopla, sócio da estatal no consórcio que venceu o leilão da usina Três Irmãos, realizado ontem em São Paulo.
O fundo é administrado pela gestora Cypress, voltada para operações no mercado de capital, e conta com outros quatro integrantes: GPI Participações e Investimentos, Goldenbank, Darjan Participações e Cialo Participações.
Segundo Furnas, o fundo Constantinopla foi escolhido após um processo de chamada pública que atraiu 16 interessados e durou seis meses. Os integrantes têm experiência de investimento em projetos de infraestrutura, de acordo com a estatal.
Até ontem, os nomes haviam sido mantidos em sigilo, o que gerou desconfiança no governo de São Paulo e curiosidade no mercado.
Especulou-se que o nome do consórcio, Novo Oriente, poderia ser uma referência aos chineses da State Grid e Três Gargantas. Segundo a Folha apurou, trata-se de uma ponte que foi alagada quando a usina foi construída.
Segundo documentos entregues à CVM, o fundo Constantinopla, que tem participação de 50,1% no consórcio, conta com R$ 153 milhões de capital.
O número não é expressivo porque os novos controladores serão simplesmente mantenedores da usina, ficarão responsáveis pela operação. A expertise da geração ficará com Furnas, controlada pela União.
LEILÃO
O consórcio Novo Oriente foi o único a apresentar proposta no leilão de ontem. Como não houve outros interessados, a oferta vitoriosa ficou no teto estabelecido no certame, que previa o custo de gestão de ativos em R$ 31,623 milhões por ano. O prazo de concessão é de 30 anos.
O TCU (Tribunal de Contas da União), contudo, proibiu o governo de assinar o contrato até que o órgão julgue o processo em que o governo de São Paulo aponta irregularidades no modelo de concessão.
A usina Três Irmãos, até então administrada pela Cesp, fica no rio Tietê (SP), entrou em operação em 1993 e tem capacidade para gerar 807,5 MW (megawatts).
A hidrelétrica teve sua concessão vencida em novembro de 2011 e o governo federal incluiu a usina nas regras para renovação das concessões do setor elétrico, plano elaborado pelo governo federal em 2012 para reduzir tarifas.
A Cesp, então concessionária da usina, não aceitou renovar a concessão de acordo com as regras apresentadas pelo governo federal, e chegou a tentar impedir a realização do certame.
Uma resposta
A pergunta não é quem são os investidores…. a pergunta é se valeu a pena Furnas entrar no leilão, ou se foi uma imposição do Governo Federal a participação da Estatal. Mas para essa pergunta eu já sei a resposta……
Se a CESP não quis, será que a remuneração de O&M cobrirá os custos ?