Gazeta mercantil 29/06/98
Comentário do ILUMINA
Observe que interessante esta notícia! A EDF, estatal francesa, principal acionista da Light, concorre à licitação para compra de uma empresa do Oeste Argentino comprometendo-se a não aumentar a tarifa e a reduzir as falhas no suprimento. Compra assim mesmo e ainda paga ágio! Já aqui, a LIGHT foi vendida pelo preço mínimo, e têm garantia de aumento tarifário por contrato. Quanto à qualidade do fornecimento, todos nós cariocas sentimos em nossas tomadas a piora de todos os índices mensuráveis.
Fica portanto a dúvida: Se na Argentina o processo se chama privatização do serviços de Energia Elétrica, qual o nome apropriado para o caso brasileiro?
EDF assume a Edemsa
Companhia francesa vence licitação pela concesnonária de eletricidade da Província de Mendoza
Miguel Longo
Mendoza
Um consórcio liderado pela companhia Electricité de France (EDF) e integrado também pela EDF International, peIa Saur International e pelo grupo Mendinvert – formado por empresários locais – apresentou a melhor oferta (US$ 237,17 milhões) por 51 % das ações da Empresa Distribuidora de Energia Mendoza S.A . (Ederrisa), na primeira etapa da privatização da empresa Energia Mendoza Sociedade do Estado (Errise).
A essa quantia, que deverá ser paga em 31 de julho próximo, quando for concretizada a transferência das ações e a EDF passará efetivamente a encarregar-se das operações da empresa, os ofertantes devem acrescentar mais US$ 30 milhões como direito pela concessão por 30 anos. Essa última cifra deverá ser paga em 31 de outubro próximo. Além disso, a concessionária compromete-se a pagar um tributo anual que ao fim dos 30 anos somará quase US$ 100 milhões, valor calculado com a mesma taxa de desconto utilizada para a avaliação da empresa e a mesma hipótese de crescimento. da demanda
Tarifas estáveis
A concessionária será controlada pela Entidade Provincial Reguladora de Energia Elétrica. O edital de licitação estipula, entre suas principais condições, que as tarifas atuais do serviço não poderão ser aumentadas e que os atuais 27 cortes anuais deverão ser reduzidos a no máximo cinco. A oferta da EDF, que superou amplamente o preço oficial de US$ 122 milhões, ganhou das de outros oito consórcios internacionais que disputaram a maior privatização realizada até o momento por essa província do oeste argentino.
Os 49% restantes do pacote acionário estão constituídos por 39% de ações B e C, que serão vendidas no próximo ano no mercado de capitais, e 10% de ações D, que serão distribuídas entre o pessoal atual, retirado ou transferido antes da privatização. Não é essa a primeira incursão das duas empresas francesas em Mendoza. A EDFjá tem o controle das centrais hidrelétricas instaladas sobre os rios Diamante e Nihuil, no sul da província. e a Saur participa como operador no consórcio que adquiriu há pouco mais de um mês a concessão por 25 anos da Obras Sanitárias Mendriza (OSM).
Essas duas privatizações significaram a entrada de US$ 420 Milhões no tesouro da província. No fim do ato de abertura das ofertas econômicas, o ministro do Ambiente, Obras e Serviços Públicos, Eduardo Sancho, afirmava com satisfação: “Já temos o dinheiro para fazer (a represa de) Potrenllus, para o aproveitamento integral do Rio Grande e para construir as escolas de que precisamos”
Números do negócio
Preço Mínimo
US$122 Milhões
Oferta
US$ 237,17 milhões
Prazo da Concessão
30 anos
Clientes da Edemsa
290 mil