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Gazeta Mercantil 30/06/98 PowerGen compra East Midlands por US$ 3,15 bílhões

A segunda concessionária de energia elétrica da Grã-Bretanha, a PowerGen Plc, divulgou a compra da companhia regional East MidIands Electicity Plc. Com a aquisição, cujo valor foi de 1,9 bilhão de libras (US$ 3,15 bílhões), a PowerGen se tornará responsável pela distribuição da energia para 2,3 milhões de clientes residenciais e comerciais . Pelo acordo, a PowerGen assumirá a dívida da East MidIands – atualmente propriedade da companhia Dominion Resources, que chega a 1,05 bilhão de libras (US$ 1,74 bilhão). O restante do valor total deve ser pago em dinheiro, segundo informações divulgadas or agência internacional de notícias.

(Carla Miranda/InvestNews) Alliant investe em novos mercados

Maria Angela Jabur

de São Paulo

A recém-constituída Alliant Corporation investirá US$ 300 milhões em geração de energia térmica e elétrica no Brasil durante os próximos 12 meses. Junto a Nova Zelândia e China, o País foi eleito como prioritário para o crescimento da empresa de médio porte, com sede em lowa e atuação regional no médio oeste norte-antericano. O volume a ser aplicado posteriormente dependerá do resultado destas primeiras operações”, diz, cauteloso, Rafael Herzberg, responsável pela gestão dos negócios da Alliant no País.

A empresa pretende centrar sua atuação em geração de energia. Mas, ao contrário das concessionárias tradicionais, irá construir unidades moldadas de acordo com a necessidade do cliente final – consuunidores de médio porte da indústria e comércio. Com esta estratégia aproveita-se do atual momento do mercado “onde a maior preocupação da indústria deslocou-se da economia, para a qualidade da energia recebida”, conta Herzberg. Uma indústria hoje em negociações com a Alliant, no estado de São Paulo, por exemplo, teve prejuízo de US$ 12 milhões em 1997, por causa da interrupção de fornecimento da concessionária local durante 3 horas. “O forno, que havia sido construído para operar durante oito anos consecutivos foi danificado.

Nos Estados Unidos, a Alliant atua na geração, transmissão e disribuição de energia e, com menos intensidade, na distribuição de água. Foi criada em maio deste ano a partir da fusão de três outras concessionárias centenárias, porém de pequeno porte a WPL Holdings, IES Industries e Interstate Power Company – com vistas à redução de custos e aumento do potencial de crescimento. Juntas, as três empresas faturaram US$ 2,3 bilhões em 1997, o que resultou em um lucro líquido de US$ 154 milhões.

Hoje, a Alliant, com cerca de 6 mil funcionários, tem potência instalada de 5,2 GW (gigawats), equivalente a pouco menos de 10% do sistema brasileiro (59 GW). Na Nova Zelândia, adquiriu uma distribuidora de energia elétrica. Na China firmou parceria, com o governo onde, em troca da compra do controle, comprometeu-se a melhorar a eficiência de usinas locais.

Até por estar a pouco tempo no País – cerca de dois meses – a Alliant ainda não fechou contratos locais. No entanto, confoime diz Herzberg, mantém negociações com representantes dos setores de papel e celulose, processamento de grãos, borrachas e bebidas, caracterizadas como consuntidores de médio porte de energia elétrica. “Os eletro-intensivos, com demanda próxima a 100.MW não compõem nosso nicho de mercado, pois são atendidos por grandes empresas, com as quais não pretendemos concorrer”, conclui Herzberg.

A Alliant também definiu três áreas de atuação. Uma é a co-geração, para clientes com demanda entre 3 MW e 100 MW. A outra é a produção de geradores alternativos, que, a exemplo da indústria do interior de São Paulo, serão utilizados nos chamados horários de pico por clientes com demanda entre 2 MW e 10 MW. “Além do risco maior da interrupção de fornecimenlo, neste horário o cliente paga uma tarifa cerca de sete vezes mais cara que a vigente no restante do dia, explica Herziberg. A terceira opçao é a instalação de subeçtações que permitam a empresas, hoje abastecidas com baixa tensão, conectaram-se diretamente às linhas de transmissão, com tensão superior a 138 kV (quilovolls).


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