A notícia está no link abaixo.
http://www.valor.com.br/empresas/4355420/impasse-no-setor-afeta-termeletricas
Se você não conseguiu ler, é porque não é assinante do Valor como o Ilumina é.
Durante um longo período, postamos essas reportagens sempre acrescentando dados e fazendo uma análise técnica. Não estávamos praticando um mero clipping de notícias. Apesar dessa diferença e do fato que já tínhamos publicado 12 artigos no jornal, o Valor passou a discriminar nosso instituto decidindo textualmente através do seu Diretor de Opinião “não publicar mais colaborações do Ilumina”.
Entretanto, apesar dessa atitude incompreensível e contrária a difusão de informações, é possível ler a matéria na íntegra no site abaixo (obviamente, sem comentários).
http://www.duke-energy.com.br/Paginas/DetalheNoticia.aspx?itemListaID=1336
Isso mostra a inutilidade da atitude do jornal contra nosso instituto.
Como o nosso interesse é tentar esclarecer as notícias desse confuso e caro setor, acrescentamos o que se segue:
Na reportagem, chama atenção o fato que hoje há, aproximadamente de 7 mil a 8 mil megawatts (MW) de energia termelétrica sendo liquidada no mercado de curto prazo.
A figura abaixo mostra o que ocorreu com as hidráulicas desde 2004. Como se pode ver, de 2009 até setembro de 2012 as hidráulicas geraram bem acima de sua garantia física. Evidentemente, nesse período muitas térmicas contabilizadas como oferta não geraram. Essa “singularidade” brasileira pode ser contatada no gráfico seguinte ao das hidráulicas.

Abaixo está a mágica brasileira, a oferta das térmicas é a linha vermelha, mas o que elas geram é a linha azul. A área cinza contém alguma sobra nos anos iniciais mas, passada a ressaca do racionamento, é a energia que foi gerada por outras fontes, principalmente as hidráulicas.

A pergunta que não quer calar é, assim como hoje, as térmicas estavam liquidando no mercado de curto prazo? Se não estavam, quem pode liquidar MWh a menos de R$ 20 no ano de 2011 (véspera da crise)?
Sim porque, nesse período, com os reservatórios em crescente trajetória declinante, o preço no mercado estava uma bagatela. Vejam:

Portanto, o que o ILUMINA insistentemente chama a atenção é uma constatação elementar: O dinheiro que está faltando no mercado de curto prazo hoje foi “torrado” ontem. Quem pode pagar menos de US$ 5/MWh no mercado do Brasil alguns meses antes desse MWh custar R$ 400? Por que agora nós temos que pagar esse MWh caro enquanto é evidente que esse mesmo sistema proporcionou um verdadeiro Bolsa MW no passado recente? Por que esse assunto não é tratado na imprensa?
2 respostas
Em um País sério o que ocorreu e está ocorrendo no setor elétrico brasileiro seria alvo de uma pesada e detalhada investigação e traria consequência para todos os responsáveis.
Não entendi muito bem o atrito com o Valor Econômico. Nem quero entender.
Fato : O texto está muito bom .
Elogio, apesar do Alqueres e do Renato Queiroz
Ainda bem que o Ilumina não tem se manifestado pelo impeachment !