O Ilumina tem um levantamento desde abril de 2004 até julho de 2011, dos bueiros da Light que explodiram na cidade do Rio de Janeiro. Foram 42 casos registrados.
O resultado das recentes inspeções feitas pela Light em conjunto com o Crea-RJ parece indicar que, em sua maioria, o gás causador das explosões é proveniente de vazamentos da CEG-Companhia Estadual de Gás. Outros fatores contribuiram, mas o assunto está sendo analisado e ainda não há uma conclusão.
Aneel vai manter fiscal no Rio de Janeiro para supervisionar Light
Empresa poderá ser multada pelo órgão regulador por explosões. Prefeitura da cidade vai contratar empresa para monitorar bueiros
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, assinou na última quarta-feira, 13 de julho, acordo de cooperação com o Ministério Público, o Crea e o Governo do Estado para a contratação de uma empresa independente que vai monitorar o risco de explosão nos bueiros da cidade. A assinatura aconteceu no Palácio da Cidade durante reunião do prefeito com a direção da Agência Nacional de Energia Elétrica e da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado (Agenersa).
“Vamos ter uma empresa, que ainda será indicada pelo Crea, que vai realizar um monitoramento de risco. Ela vai ficar medindo esses bueiros para tentar identificar alguma situação de alta explosividade e, caso identifique, deverá comunicar imediatamente as duas concessionárias – Light e Ceg – para que elas tomem algum tipo de atitude”, afirmou Paes.
O diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, afirmou que, a partir de agora, a agência terá um representante no Rio de Janeiro, acompanhando todos os dias a evolução e as atividades que a empresa está fazendo. “Uma vez por mês virá uma equipe para fazer o acompanhamento detalhado. “Em agosto teremos a fiscalização que é feita todo ano, mais rigorosa e ampliada. A Light foi fiscalizada em 2010 e recebeu uma multa de R$ 9 milhões. Se voltarmos a ter explosões, com a comprovação de qualidade não atingida pelos serviços prestados pela Light, aplicaremos penalizações sobre ela e, em último caso, cassaremos a concessão se a empresa não resolver os problemas”, declarou Hubner.
O presidente da Agenersa, José Bismark, disse que a CEG também sofrerá penalizações caso fique comprovado o vazamento de gás nas estações subterrâneas. Segundo ele, a agência já abriu um processo sobre todas essas explosões de bueiros e está aguardando o laudo do Instituto Carlos Éboli. “Se ficar comprovado através das provas do instituto que o gás era da CEG, a companhia será multada em até R$ 2,5 milhões por cada bueiro.
(Da Agência CanalEnergia, Regulação e Política
14/07/2011)
Técnico da Aneel vai acompanhar inspeção da Light
A Aneel–Agência Nacional de Energia Elétrica, cuja sede fica em Brasília, vai deslocar um técnico para o Rio, onde vai acompanhar o trabalho da Light de monitorar o subsolo. O anúncio foi feito pelo diretor geral da Aneel, Nelson Hubner, na presença do prefeito Eduardo Paes, no Palácio da Cidade, em Botafogo, na Zona Sul. Também participaram do encontro o presidente da Agenersa–Agência Reguladora Estadual de Energia e Gás, José Bismarck, o presidente da Light, Jerson Kelman, o presidente da CEG, Bruno Armbrust, e o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Rodrigo Terra.(Agência O Globo)