Ministros afirmam que governo está aberto ao diálogo e recebe protestos com humildade – O GLOBO

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Já que o governo está disposto a ouvir, o ILUMINA pergunta: Qual é o canal do diálogo? A quem o ILUMINA se dirige para divulgar seus estudos? O nosso site está aberto a comentários. No site do MME, nem a “Comunidade MME” funciona. Quem quiser pode conferir:

http://www3.mme.gov.br/system/login/loginComunidade.html?requestedResource=%2Fcomunidade%2F

Na tarde de 16/03/2015, os ministros Eduardo Cardoso e Eduardo Braga deram uma entrevista sobre a manifestação do dia 15/03/2015. O que incomoda é a afirmação de que o governo “sempre esteve aberto ao diálogo”. No setor elétrico, se houve um governo que não aceitou contestações foi o governo Dilma.

É importante lembrar que no período do racionamento de 2001 o Ilumina esteve com o então diretor do ONS, Mario Santos, com o Ministro Chefe da crise, Pedro Parente e com o Diretor do BNDES, Castelo Branco, então responsável pelo processo de privatização. O inverso ocorreu no período do governo Lula, quando a atual presidente era a Ministra de Minas e Energia. Assim que se perceberam avaliações distintas sobre a modelagem técnica que estava sendo examinada, os que discordavam foram afastados. Nem a percepção da utilidade de manter visões distintas para que o aprofundamento das questões pudesse ser feita com uma dupla checagem foi aceita.

A declaração do Ministro Eduardo Braga reafirmando que a crise do setor elétrico advém exclusivamente da “pior seca da história” mostra que, na realidade, não se deseja o diálogo. O ILUMINA aconselha ao governo alterar os dados constantes no site do ONS, porque esses números não confirmam a radical e “incontestável” afirmação. Se esses dados valem alguma coisa, o gráfico abaixo mostra a realidade do ano 2014. Como se pode ver, há cinco anos com hidrologias piores do que o ano 2014. O ano 2015 ainda não terminou e, portanto, não se pode incluí-lo na seca histórica como foi feito na entrevista (!).

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20 respostas

  1. HÁ QUE INSISTIR !!!! APROVEITANDO O MOMENTO EM QUE O GOVERNO , INFELIZMENTE, NA DEFENSIVA, ESTÁ ACEITANDO SEM CONFRONTAÇÃO O DESPONTAR DA DIREITA
    HÁ QUE INSISTIR , MAS SEMPRE DEIXANDO CLARO QUE O GRANDE EQUIVOVO FOI TER ACEITO EM 2003/2004 A CONTINUIDADE
    DO MODELO MERCANTIL DA PRIVATARIA TUCANA.
    HÁ QUE INSISTIR, LEMBRANDO QUE O DOCUMENTO LANÇADO NO DIA 30 DE ABRIL DE 2002 NO AUDITORIO DO CLUBE DE ENGENHARIA , COM A PRESENÇA DE LULA , FOI ESQUECIDO . VAMOS RESGATÁ-LO COM BASE DE POSSIVEL DIÁLOGO.
    HÁ QUE INSISTIR, JAMAIS ADOTANDO FATALISMOS TRÁGICOS QUE DESCONSIDERAM NA MATRIZ ELÉTRICA BRASILEIRA A VOCAÇÃO HIDRELÉTRICA AINDA FARTA PARA GRANDES ACUMULAÇÕES E SEUS ÓBVIOS MULTIUSOS, NUM CENARIO DE MUDANÇA CLIMÁTICA E DIFICULDADES HIDRICAS NOS PAISES DO HEMISFÉRIO NORTE.

  2. Prof. Feijó,

    Pelo que eu entendi do dialogo proposto pelo ministro Cardozo, era de que o governo se propunha a dialogar com os partidos da situação e da oposição a cerca de interesse dele no congresso, e não com qualquer entidade sobre qualquer assunto, e pelos comentários apresentados pelo Roberto fica evidente que ele, o governo, não quer dialogar sobre as mazelas do setor elétrico.

  3. Ótimo Roberto
    É por aí. Insistam mais um pouco, deem um pequeno prazo limite e, se não vier resposta, então denunciem o eventual engodo de uma eventual falsa abertura para diálogo.

  4. Meus Caros José Carlos e Roberto
    Será que eu não deixei bem claro que eu concordo com vocês? Não precisam me explicar que este governo, desde Lula, no que respeita ao setor elétrico só fez bobagens. Durante muito tempo escrevi vários artigos explicitando isto, que estão aí no site do Ilumina, inclusive fazendo propostas, como foi no caso da MP 579, proposta esta que foi encampada pelo Diretor da COPPE e enviada formalmente ao Planalto por correspondência oficial, certamente nunca respondida.
    Não é isto que está em discussão. O que afirmo agora é que o Ministro disse publicamente que AGORA estaria aberto ao diálogo. Mas agora quem se nega somos nós, sem sequer testarmos a sinceridade do governo.
    Repito, não me parece uma posição inteligente. Porque não passarmos a bola para o governo, inclusive para que caia a máscara, se for o caso. Se o governo finalmente abrir o diálogo, muito bem, melhor para o Brasil. Caso contrário, não teríamos sido nós os omissos.
    É assim que eu vejo a questão.

    1. Feijó:

      Ontem conversei com o Pinguelli sobre a possível reunião dele com o Ministro Braga. Esse encontro foi pedido pelo Pinguelli há mais de 30 dias e teve por base um documento produzido pelo Ilumina e apresentado no seminário do dia 2 de fevereiro (!) enviado previamente ao Ministro. Veja: A COPPE não está apresentando um documento dela. Está “subscrevendo” o que nós formulamos, que nada mais é do que uma compilação do que nós temos afirmado e mostrado na página do instituto.
      Três datas foram marcadas e, um dia antes, desmarcadas. Ontem a reunião também não ocorreu, apesar do Pinguelli já estar em Brasilia para um encontro no Ministério do Meio Ambiente.
      Portanto, não só não estamos negando como estamos propondo uma série de questões para serem apreciadas. Infelizmente, até agora, não percebemos nenhuma alteração real de intenções.

  5. Prof. Feijó,

    Concordo totalmente com o Roberto visto que não basta dizer de público que está aberto ao dialogo e sim chamar todas as entidades, associações e agentes para dialogar.

    O governo sabe de todas as mazelas do modelo e da estrutura do setor elétrico, da existência de todas as entidades, associações e agentes interessados, então cabe a ele dar o primeiro passo e apresentar a todos os interessados os pontos sobre os quais ele quer dialogar.

  6. Prezado Roberto e demais diretores do Ilumina,
    Estou de pleno acordo com a sugestão do Feijó.
    Vamos testar na prática as “boas intenções” do governo.
    Luiz Pereira

    1. Só é preciso responder: a quem o ILUMINA se dirige?
      Quero lembrar que há um mês a COPPE fez um seminário com a presença do ILUMINA e da PSR, onde estava convidada a EPE. O Dr. Tolmasquim não compareceu. Na ocasião, produzimos um documento que reproduzia a nossa apresentação. Esse documento foi enviado pelo Pinguelli ao Ministério. Já foram marcadas com ele duas audiências para tratar do assunto, ambas desmarcadas. A partir dessa informação, produzi uma versão mais abrangente tratando também dos efeitos da MP579. Entendam que se não fosse a iniciativa do diretor da COPPE, nenhum canal de comunicação teria sido aberto. Portanto, através do Pinguelli, já estamos fazendo a nossa parte, mas não sabemos sequer se houve a audiência e se o documento foi lido. Ainda não vi sinais claros de abertura. Só declarações.

  7. Roberto.
    Concordo plenamente com as suas ponderações sobre o posicionamento assumido pelo governo até agora.
    No entanto, se neste momento de amplo questionamento da sociedade o ministro vem a público para dizer que está aberto ao diálogo, me parece que é justamente o momento de checar os verdadeiros propósitos da declaração.
    Então, qual seria o caminho? Ora, porque não uma correspondência fazendo referência à declaração do Ministro e fazendo a proposta que o Ilumina considerar adequada. Por exemplo, uma audiência pública em que o Ilumina teria espaço justo para expor suas opiniões e o Ministério igualmente faria suas declarações. Outras sugestões poderão ser feitas por outros colegas e o Ilumina poderia discutir internamente e tirar uma proposta.
    Caso o governo não responda, ficaria então caracterizado o engodo. Seria pior para o governo.

  8. Prezados Colegas.
    Reconhecer a priori a incompetência e a soberba desse governo em matéria de energia elétrica é absolutamente necessário. Eu as reconheço, como sempre o fiz. Afinal, são 20 anos de erros sucessivos no setor elétrico brasileiro.
    Entretanto, recusar-se a se apresentar para o diálogo quando esta possibilidade é acenada pelo governo, seja de que modo for, não me parece uma atitude inteligente.
    Acredito que o correto seria se colocar à disposição, anunciando que “se querem o diálogo, o Ilumina está aqui à disposição, como sempre esteve, embora até hoje não tenha sido ouvido”. Então, uma possível ausência de resposta deixaria o governo de vez em má posição.
    Porém, recusar a priori, deixaria a soberba com o próprio Ilumina.

    1. Feijó:

      O ILUMINA tem seu site aberto para comentários. Na parte de baixo há informações sobre o endereço da sede com telefone e contato. Os artigos são enviados com meu e-mail e muitas pessoas que trabalham nas empresas do governo recebem esses artigos. O que eu espero que você entenda é que, ao publicarmos artigos em jornal de grande circulação, defendendo uma tese que contesta as políticas adotadas, a falta de resposta denota um desprezo, quase uma declaração de que o governo não discute nesse nível.
      Pelo estilo do seu site e os artigos publicados, o ILUMINA está aberto a críticas, principalmente as do governo. O ILUMINA não está se recusando ao debate. Simplesmente não sabe como fazê-lo.
      O que vimos nas declarações de autoridades nada mais é do que mais uma intenção descumprida. Onde está o canal de comunicação? Procure um Fale Conosco no site do MME. Se você souber alguma porta aberta, peço que me informe.

  9. Roberto,

    Você está absolutamente correto, não dar para discutir com pessoas que até o momento fizeram ouvidos de mercador para um problema extremamente relevante para o País, e só após as manifestações eles vêm com este discurso de dialogo e humildade.

    Na verdade se eles realmente tivessem amor por este País eles deveriam ter mudar o modelo e a estrutura do setor elétrico nacional a muito tempo, e não foi por falta de aviso visto que o óbvio está rouco de tanto ulular.

  10. Tolmasquim foi o primeiro que, com pompa e muita certeza, anunciou em 2004 no Clube de Engenharia o que ele chamou modelo hibrido.

    Mostrar disposição de mea culpa por ter dado continuidade ao modelo mercantil da privataria tucano/demo, incluiria a mudança do gestor da EPE.

    Como pequeno mas pertinente detalhe: A EPE é Empresa de Planejamento Energético e não de “Pesquisa”

  11. Prezado Roberto,
    O MINISTRO-ROBUSTO/EFICIÊNCIA ENERGÉTICA/MITIGAÇÃO segue a política do governo(sic): a terceirização dos fracassos. Por isso não necessita de contribuições.
    Abraços.
    Malhães.

  12. Roberto, a proposta do Adilson é coerente e oportuna.
    Apague toda experiência anterior e tente essa atual.
    Então saberemos as verdadeiras intenções (boas?) do atual governo, após as manifestações.
    Vamos nessa?
    Luiz Pereira

    1. Que credibilidade tem o interlocutor que afirma que a hidrologia atual é a pior da história quando os números do próprio governo não confirmam? E não é só o ILUMINA que afirma. A PSR, respeitável consultoria, mostra os mesmos dados. Esse é o requisito inicial para o diálogo: não mentir.
      As experiências que eu tenho de seminários é a seguinte: O governo fala primeiro, declara que tem compromisso e vai embora. Já publiquei mais de uma dezena de artigos em jornal de grande circulação criticando as políticas adotadas e nunca fomos contestados. Os artigos do ILUMINA estão repletos de dados. Jornalistas acessam a página e citam esses números. Nunca vimos nenhum número que mostre o inverso. Acabo de assistir a presidente e não há qualquer sinal de admissão de erros. O Ilumina está aberto a participação em eventos, mas, pelo menos da minha parte, considera que há outros meios mais efetivos e mais baratos.

  13. Roberto

    Que tal o Ilumina sugerir um seminário, patrocinado pelo MME, para debater as saídas para a crise elétrica?

    O título do seminário, já seria uma indicação de que o governo reconhece a crise e estaria disposto a dialogar com pessoas que têm outra percepção da crise.

    1. Adilson;

      Sou menos otimista. Repare que o governo admite que usou medidas anti-cíclicas além do que poderia e fica por isso mesmo. É muito parecido com o que ele faz com os reservatórios. Esgotaram as reservas para segurar as tarifas. Acho que não é necessário seminário. Basta um endereço de e-mail para que se possa enviar documentos.

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