Segundo o governo, o sistema é robusto e não corremos o risco de racionamento. A notícia acima chega a afirmar que há uma sobra estrutural de 9.300 MW médios! O que essas autoridades sabem mas omitem é o seguinte:
- Esses 9.300 MW médios são calculados pelo modelo matemático que associa uma “garantia física” às usinas.
- Atualmente a grande maioria as usinas hidroelétricas não estão conseguindo gerar esse número mágico e já há uma dívida em compra de energia no mercado livre que ultrapassa R$ 20 bilhões
- Térmicas caras, que, com uma boa gestão deveriam funcionar raramente, também têm associada uma “garantia”. Quando se mostra esse número, se esconde o fato de que essa “sobra” custa os olhos da cara. Será que não seria melhor fazer um racionamento?
Portanto, nesse mundo virtual, é fácil mostrar esse número. O que é difícil é explicar por que misteriosas razões as térmicas continuam ligadas.
Uma perguntinha incômoda para os sábios governamentais: Se o mercado não tivesse caído e estivesse consumindo essa sobra, de onde sairia essa energia extra?
- Das térmicas? Já estão ligadas!
- Das hidráulicas? Já não conseguem gerar o “certificado”
- Das eólicas? Vento estocado?
O mundo real
- Dentre as nossas fontes energéticas, a maior capacidade instalada é a de usinas hidroelétricas beirando 70% do total.
- A capacidade máxima de guardar água dos nossos reservatórios “traduzidas” em unidades de energia é equivalente ao nosso consumo total durante 5 meses (aproximadamente 220 TWh).
- A curva abaixo é a evolução dessa grandeza Reserva/Carga. Representa um indicador de poupança energética, o que nos revela a evolução do nosso grau de precaução.
- O período úmido do nosso clima se inicia em Novembro e termina em Março.

- Não é muito realista ficar comparando meses de um ano com outros anos. O que mostra a real situação é a linha tracejada. Ela não foi desenhada pelo ILUMINA. É uma função matemática calculada pelo programa de planilha.
- Portanto, infelizmente, nada mudou. Continuamos com uma reserva equivalente a 1 e ½ meses de consumo.
3 respostas
Não quantificaria como 100% minha concordância com as posições do Ilumina expostas pelo Roberto. Digamos 70%. Pois estimo em 30% ( no mínimo!!) o imperdoável “fingir de morta” da ONG sobre a mutação urgente e importante para um setor de empresas PUBLICAS E CIDADÃS. Está contemplado no estatuto do Ilumina.
Mas , nesse momento , nossa atenção deveria se dirigir à ação de uma guerrilha anti fascista por todos os meios de comunicação
disponíveis. Obviamente sem contar com a grande midia
O livro recém lançado de Jessê Souza vale muito mais, para o bem do país, do que ações do juiz Moro.
Olavo Cabral Ramos F.
14 de janeiro de 2016
Mesmo com a redução do consumo? … precisamos de mais recessão…?? e o que é pior é que se lembrarmos que a tarifa é calculada para cobrir os custos globais e em um sistema com renováveis eles dependem mais de custos fixos… ou seja consumo caindo e tarifa subindo…
Exatamente, Ruderico! Se considerada a tendência crescente da carga antes da recessão, o consumo já caiu 4,7%. Nem com a nossa ajuda.