NÚMEROS DA "DESTRUIÇÃO DA COPEL"
OBSERVAÇÕES MACABRAS: (para serem utilizadas pelo Fórum Contra a Venda da Copel)
1. O Governador Jaime Lerner divulgou o Edital de venda da Copel, onde consta que a companhia vale no mínimo 10,587 bilhões de reais e que, em decorrência disso, o valor mínimo do controle acionário da companhia, correspondentes aos 31,08% do total de ações do Governo do estado será de 4,324 bilhões de reais. A diferença entre esses valores (6,263 bilhões de reais) representam 68,92% do total de ações da companhia. No entanto, o mesmo Governador Jaime Lerner não comenta que já foram vendidas em seu Governo 52% do total de ações da companhia por apenas 2 bilhões de reais. Portanto foram doados, na calada da noite, sem licitação e sem o conhecimento público, segundo a mesma fonte oficial, o valor de 2,73 bilhões de reais.
2. De 01 de Janeiro de 1995 até 30 de Junho de 2001 , os investimentos feitos pela Copel totalizam em valores atuais6,787 bilhões de reais (ou 2,828 bilhões de dólares). Agora o Governo do estado pretende vender os 31,08% do total de ações restantes por 4,324 bilhões de reais. Ou seja, somados os 2 bilhões de vendas anteriores, o Governador Jaime Lerner, pretende vender a Copel por apenas 93,2% do que a Copel investiu só em seus 6,5 anos de Governo.
3. Na última década (de 1991 a 2001 ) a Copel investiu aproximadamente 12 bilhões de reais em valores atuais, o que entre outras coisas, fez expandir sua atual capacidade de geraçãode 1945 MW para 4545 MW. Isso representa um acréscimo de 133,7%, enquanto o crescimento da demanda nacional no mesmo período foi de cerca de 60%. O significado disso é que a Copel foi a grande investidora nesse período em que a falta de investimentos no setor teve como consequência a atual crise de energia.
4. Para a próxima década, o edital de venda da Copel prevê a obrigação do novo controlador investir apenas 20% na expansão da Geração e 0% para os demais 20 anos de concessão, o que representa um aumento médio anual de apenas 0,61% enquanto o crescimento da demanda médio global (utilizado como critério na engenharia elétrica) é de 5,3% ao ano. Resumindo: Ao final dos próximos 30 anos a Copel terá a obrigação de crescer apenas 20% em relação a sua atual capacidade de geração para atender a um crescimento (possível ou provável) da demanda de 370,8%.
5. Desconsiderando-se o valor estratégico da Copel como uma entidade de fomento para o desenvolvimento social e econômico do estado do Paraná e do Brasil, bem como seu valor em termos de conhecimento técnico acumulado pelos seus empregados (pois isso é um investimento de longo prazo) e desconsiderando-se ainda outros valores, tais como a marca Copel, os clientes cativos e consolidados em que ela possui e, outros valores não quantificáveis, o fato é que o patrimônio físico real da Copel, vale pelo menos 25 bilhões de reais.
Será que só nos resta esperar o colapso do sistema e os "apagões" que se sucederão?
Afinal, o que pretende o Governo? O que pretendem os mentores de um programa, que não conseguem associar a atual caótica crise de energia com as políticas de Governo? O que pretendem os porta-vozes de um poder desacreditado e corrupto, sem sustentabilidade moral e ética ao insistirem em fórmulas impopulares, que não deram certo em nenhum lugar e em nenhum momento da história? E, finalmente, o que pretendem os meios de comunicação, a exemplo da Gazeta do Povo e da Rede Globo, que omite aquilo que é essencial para a nação, que é saber a verdade?