O Globo 18/06/98 Procon e Pinguelli criticam crise de energia elétrica no verão do RioJames AllenBRASÍLIA, 18 – O professor Luiz Pinguelli Rosa criticou hoje as duas concessionárias de energia elétrica d …





O Globo 18/06/98


Procon e Pinguelli criticam crise de energia elétrica no verão do Rio

James Allen

BRASÍLIA, 18 – O professor Luiz Pinguelli Rosa criticou hoje as

duas concessionárias de energia elétrica do Rio de Janeiro, Light

e Cerj, por terem permitido que houvessem tantas crises no

fornecimento de energia elétrica durante o verão 97/98. Segundo

ele, há atenuantes compreensíveis no desempenho das empresas,

como o fato de o verão anterior ter sido atípico, mas ressalvou que

isso aconteceu em todo o Brasil e não apenas no Rio.

Pinguelli participou hoje de uma audiência pública na Comissão

de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias da Câmara

dos Deputados, como representante da Agência de Fiscalização

Independente dos Serviços Públicos do Rio de Janeiro.

Ele questionou a veracidade dos índices de horas de interrupção

de fornecimento de energia apresentados pela Light. Segundo ele,

os dados da Eletrobrás mostram que esses índices aumentaram,

enquanto a concessionária afirma que eles decaíram. O professor

criticou também a afirmação da Cerj de que desenvolve um

trabalho socializante ao levar energia elétrica à periferia,

lembrando que isso é uma obrigação da companhia, prevista no

contrato de concessão e que, nem por isso, quem mora no centro

do Rio é obrigado a tolerar a ineficiência da empresa.

– Espero que esses dados aqui divulgados sirvam para evitar os

problemas de interrupção de energia no próximo verão – afirmou

Pinguelli.

A Cerj, que realizou investimentos de R$ 150 milhões em 1997,

pretende realizar um total de R$ 120 milhões em 1998. Já a Light,

que investiu R$ 319 milhões em 1997, promete investir R$ 415

milhões. A previsão anterior era de um total de R$ 347 milhões,

mas R$ 68 milhões foram acrescentados em virutde das crises de

fornecimento no último verão.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel),

José Mário Abdo, afirmou, por seu turno, que não são os volumes

previstos de investimentos que estabelecem os parâmetros da

avaliação da agência, mas a prestação de serviços de acordo com

o contrato de concessão e a satisfação dos consumidores.

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