O Globo ON Plantão 05.11.97 e GLOBO 06.1197 Votorantim, Bradesco e Camargo Corrêa compra CPFL O Consórcio VBC comprou, esta manhã, em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo, a Companhia Paulis …

O Globo ON Plantão 05.11.97 e GLOBO 06.1197




Votorantim, Bradesco e Camargo Corrêa compra CPFL

O Consórcio VBC comprou, esta manhã, em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) por R$ 3,014 bilhões, com ágio de 70% sobre o preço mínimo de R$ 1,772 bilhão .

O ágio de 70% sobre o preço mínimo da CPFL superou as expectativas do mercado, que esperava uma valorização de 50% sobre o preço mínimo R$ 1,772 bilhão. Há menos de um mês o grupo comprou a distribuidora Norte-Nordeste da CEEE, com ágio de 82%.

O Consórcio é formado pelas empresas Votorantim, Bradesco e Camargo Corrêa, Previ, Fundação Cesp, Sistel, Petros e outros fundos.

O presidente do Consórcio VBC afirmou que a operação mostrou que a crise que afetou as bolsas recentemente não impede a ação dos empresários que querem empreender.

Segundo a Bovespa, o bloco arrematado pelo consórcio liderado pelo VBC está dividido em: CPFL Participações, 45,32% das ações; 521 Participações S/A, 38%; e Boner, 16,68%. Esses nomes representam as empresas Bradesco, Camargo Corrêa, Votorantim e vários outras, entre elas grandes fundos de pensão como o do Banco Brasil (Previ).

O presidente da Fundação Cesp, Henrique Waksman, disse há pouco que o consórcio vencedor seria dono de qualquer maneira da CPFL. Segundo ele, o ágio pago ficou dentro do previsto.

– O ágio foi dentro do esperado, mas se fosse preciso teríamos mais recursos para pagar pelo controle da empresa – disse.

As mesas de bolsa estão comemorando o ágio de 70% obtido no leilão da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), mas ainda não vêem motivo para euforia. Segundo alguns operadores, até a abertura do pregão os ânimos devem esfriar um pouco e, apesar da alta garantida na abertura, a valorização deverá ser sentida com mais força apenas no setor elétrico. Alguns prevêem até realização de lucros no decorrer do pregão.

Para o mercado de maneira geral, a avaliação dos profissionais de mercado é de que ainda está longe um movimento de alta contínua.

– O ágio foi bem acima do esperado e quem está posicionado em setor elétrico vai comemorar. Porém ainda é cedo para se falar em consolidação de alta – disse um operador.






06.11.97

CPFL é vendida com ágio de 70%

Geraldo Magella






SÃO PAULO

holding VBC Energia, formada pelos grupos Votorantim, Bradesco e Camargo Corrêa, aliada aos fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ) e da Fundação Cesp (Funcesp), é a nova dona da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), a segunda maior distribuidora de energia de São Paulo. O grupo arrematou ontem a estatal por R$ 3,014 bilhões, com um ágio de 70% sobre o preço mínimo da empresa, avaliada em R$ 1,772 bilhão.

O valor do ágio jogou por terra as previsões catastrofistas de analistas que diziam que o programa de privatização brasileiro, o maior do mundo no momento, seria afetado pela crise nas bolsas de valores e que os preços das empresas despencariam. Até terça-feira, falava-se que o ágio na venda da CPFL dificilmente ultrapassaria os 30%.

O VBC ofereceu um lance de R$ 380,41 por lote de mil ações, contra R$ 332,08 da Light, R$ 303,33 do Opportunity e R$ 225,07 da operadora belga Tractebel. O resultado foi aplaudido pelo governador de São Paulo, Mário Covas, que acompanhou o leilão na Bovespa ao lado dos secretários David Zylbersztajn (Energia), Émerson Kapaz (Ciência e Tecnologia) e André Franco Montoro Filho (Planejamento).

– Ficaria mais feliz com um ágio de 80%, mas 70% é um excelente resultado, principalmente se levarmos em conta que vivemos uma semana de grandes expectativas – brincou Covas.

O processo que culminou com a venda da empresa foi marcado por expectativas. Até a manhã de ontem, 22 pedidos de liminar haviam sido encaminhados à Justiça para impedir a realização do leilão. Logo cedo, um grupo de sindicalistas distribuía panfletos nas proximidades da Bovespa informando que um juiz de Campinas concedera liminar a uma ação que questionava o preço mínimo e a avaliação da empresa.

O fato não impediu que o leilão começasse no horário marcado, às 9h30m. Mesmo com quatro grupos inscritos, os envelopes fechados com as respectivas ofertas só chegaram às mãos do leiloeiro a menos de 15 segundos do encerramento do prazo, o que deixou Covas e seu secretariado apreensivos. O clima de ansiedade continuou no pregão da Bovespa, durante a leitura de cada uma das ofertas. Após o anúncio do lance da Light, o último a ser apresentado, a equipe do VBC começou a comemorar, pois fizera a maior oferta pela CPFL.

– Pagamos o preço que achamos justo. A única referência que tínhamos era o preço mínimo. Mas a empresa faz parte do nosso plano de investimentos no país – afirmou José Guimarães Monforte, presidente do consórcio VBC.

Monforte disse que o VBC montou uma estrutura financeira de médio e longo prazo para o pagamento. Segundo ele, além da linha de crédito aberta pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para os compradores – equivalente a 50% do preço mínimo – o Nations Bank, que atuou junto com o Banco do Brasil como consultor do VBC, está entre as instituições financeiras que puseram recursos à disposição do consórcio.

– Nossa estrutura financeira está bem montada. Mas podemos recorrer ao mercado financeiro no caso de boas ofertas – afirmou Monforte.

De acordo com diretor do Bradesco Roger Agnelli, conselheiro do banco no VBC, a linha de crédito aberta pelo BNDES para o consórcio chega a R$ 1 bilhão. Segundo ele, o grupo usará o prazo que tem para pagar a CPFL (até a próxima terça-feira) para estudar as propostas de bancos nacionais e estrangeiros que fizeram contato com a holding.

– Agora, a questão principal é ver o custo mais baixo de captação – disse.

Os consumidores ainda não sentirão no bolso a diferença entre uma empresa privada e estatal. É que, segundo o edital de privatização da CPFL, a tarifa será mantida por cinco anos, sendo corrigida apenas pela inflação. Segundo o diretor da Votorantim Energia e conselheiro do VBC, José Said de Brito, a primeira revisão de tarifa só ocorrerá depois desse prazo. Entre os componentes de preço estão os custos fixos, como impostos e taxas governamentais, e os variáveis, baseados em índices de produtividade. O Governo permite que o índice de reajuste acompanhe, no máximo, a taxa da inflação.

– Essa foi a fórmula que o Governo encontrou de repassar os ganhos de produtividade que a empresa conseguir para a redução do preço da tarifa, beneficiando o consumidor – disse Said.

Segundo ele, a mudança imediata da CPFL, ao passar do controle estatal para a iniciativa privada, será no ganho de agilidade operacional. A justificativa é que a empresa vai ficar livre de controles burocráticos, como licitações para compra de materiais e execução de serviços. De acordo com Said, o consórcio VBC vai investir R$ 150 milhões nos próximo anos, a partir de 1998, para melhorar os serviços da empresa.

Com cerca de 2,5 milhões de clientes, a CPFL distribui energia para 234 cidades do interior de São Paulo. Sua margem de lucro é alta. Atualmente, a tarifa média de geração em São Paulo está em US$ 36 por megawatt/hora, enquanto a tarifa na distribuição chega a US$ 87. Ou seja, sobram nas mãos das distribuidoras US$ 51 por MW/hora. Não é por acaso que a CPFL registrou no primeiro semestre de 1997 o lucro líquido de R$ 77,1 milhões, quase o dobro do resultado em igual período do ano passado.






Governo paulista usará 90% do dinheiro arrecadado para pagar dívidas da Cesp




SÃO PAULO. O Governo paulista vai usar 90% dos R$ 3,014 bilhões arrecadados com a venda do controle acionário da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) para pagar parte da dívida bancária da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que soma US$ 9,3 bilhões. A prioridade será para os débitos mais altos e de prazo curto, a maioria junto a bancos brasileiros. Segundo o governador Mário Covas, os 10% restantes seguirão para projetos sociais.

O presidente da Cesp, Andrea Matarazzo, informou ontem que a dívida total da Cesp, incluindo a de longo prazo, chega R$ 12 bilhões. Segundo ele, a empresa estava estudando a emissão de US$ 200 milhões a US$ 300 milhões em commercial papers no exterior para alongar parte desse valor. Agora, por conta da crise nas bolsas, a emissão foi suspensa.

– A operação de emissão foi bem substituída pelo ágio pago pela CPFL – disse Matarazzo.

O Governo paulista espera concluir o processo de venda do setor elétrico até julho de 1998. Os leilões serão retomados na segunda quinzena de janeiro. No dia 15 daquele mês, serão privatizadas as usinas do Rio Pardo, seguidas pelos leilões da Comgás e de uma distribuidora da Cesp. Em março, serão privatizadas as quatro empresas criadas com a divisão da Eletropaulo, a distribuidora que opera na capital. Por último, irá a leilão o setor de geração da Cesp.

Covas disse ontem que espera que os investidores privados manifestem pelas outras empresas o mesmo grau de interesse demonstrado no leilão da CPFL. Na avaliação de analistas de mercado, o ágio pago pela estatal ajudará a elevar as ofertas pelo restante do sistema.

Mais informações:







Estrangeiros mantêm interesse em investir no Brasil

Cláudia Schüffner e Andréa Dunningham










Ao contrário do que previam os analistas, o ágio de 70% pago pelo consórcio VBC no leilão da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) mostrou que a crise financeira que afetou as bolsas de valores em todo o mundo e provocou o aumento da taxa de juros no Brasil não vai afetar o Programa Nacional de Desestatização (PND). O PND já arrecadou US$ 23 bilhões somente este ano.

– Pelo que se viu, o programa vai seguir quente – afirma José Luiz Alquéres, diretor do Banco Bozano,Simonsen, um dos participantes da Tractebel, operadora belga que disputou e perdeu o controle da CPFL.

Para a chefe do Departamento de Apoio à Desestatização do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Mariane Sussekind, o resultado da venda da CPFL mostrou que o banco estava certo ao centrar esforços na venda de controle das empresas, deixando para o próximo ano a venda das ações que restaram da Vale do Rio Doce (avaliadas em R$ 2 bilhões) e da Light (R$ 1 bilhão).

Desde o seu início, em 1991, o PND já arrecadou US$ 34,59 bilhões para o caixa do Governo, sem contar as dívidas de US$ 8,1 bilhões que foram transferidas para o setor privado.

Para Alquéres, que já presidiu a Eletrobrás, o ágio de ontem demonstra que o mercado mantém a confiança no Brasil:

– Os ativos estão mais valorizados devido a esse aumento de confiança. Isso significa que os investidores estão se contentando com taxas de retorno mais baixas – diz ele, lembrando que a Light foi vendida em 1996 sem ágio.

Adolfo Rinaldi, presidente da italiana Stet, afirma que a crise nas bolsas não afetou o interesse da empresa no mercado brasileiro de telefonia, que também está sendo privatizado:

– Somos operadores de telecomunicações e não especuladores. Quando decidimos operar no país, foi uma decisão estratégica, de longo prazo. Temos confiança no Brasil, no mercado e no Governo. Não sentimos que essa visão de longo prazo possa ser influenciada pelas bolsas.

O Grupo Stet ganhou a concessão para operar a banda B na Bahia e em Sergipe, em associação com o Grupo Vicunha, e continua na disputa em Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, onde participa como minoritário do consórcio TT-2, composto por Bradesco, AT&T e Globopar.

O vice-presidente do BNDES, José Pio Borges, continua apostando alto nas privatizações que ainda restam este ano. Ele espera arrecadar entre US$ 25 bilhões e US$ 30 bilhões em 1998 com a venda de estatais.

– Ainda temos uns US$ 70 bilhões para vender nos próximos anos – afirma Pio Borges, para quem a venda do controle de empresas estatais continua sendo um ótimo negócio para o Governo e para os compradores.

Na avaliação de Oscar Salomão, da Corretora Stock-Máxima, a crise nos mercados pode até favorecer a venda das estatais:

– O Brasil tem o maior programa de privatização do mundo. Após a crise, pode até diminuir o investimento especulativo e aumentar o interesse na compra de empresas. Em todo o mundo, as melhores oportunidades de negócios estão nos países emergentes da América Latina e da Ásia.

O presidente do Dresdner Kleinwort Benson Brasil, Winston Fritsch, também vê o futuro das privatizações com otimismo. Segundo ele, se o Brasil passar pela crise sem grandes ajustes, a percepção dos investidores externos em relação ao país não mudará:

– O efeito sobre a privatização não tem relação direta com a bolsa, porque não fazemos grandes vendas de ações no mercado. Nosso modelo é de venda do controle para parceiros estratégicos. Os investidores olham o fluxo de caixa projetado para dez, 20 anos. Se houver percepção de que o Brasil crescerá menos, isso pode ser afetado. Mas, se mostrarmos que o país sairá dessa sem maiores ajustes, não vejo problemas em relação ao programa.

Como lembra Carlos Langoni, diretor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas, o cenário de maior risco é o investimento financeiro, e não o direto.




Ágio recorde ainda é da CEEE, do Sul

Dos US$ 79,5 bilhões que o Governo espera arrecadar com a privatização das estatais elétricas e de telecomunicações, US$ 50,5 bilhões virão da venda das empresas de energia, segundo o BNDES. Mas a transferência para a iniciativa privada das elétricas também tem sido feita com ágios elevados. No Sul, as companhias Norte-Nordeste e Centro-Oeste da CEEE foram arrematadas com ágios recordes de 82,62% e 93,55%, respectivamente. O segundo maior ágio, 77,38%, ocorreu na venda da Coelba (Bahia), bem acima do obtido com a Cerj (30,27%). O menor ágio, até agora, foi o do leilão da Escelsa (ES), que ficou em 11,78%. A Light e a Cemig foram vendidas pelos preços mínimos.






Um lance para não dar remorsoâ

Geraldo Magella

ALCIDES LOPES TÁPIAS

O presidente do grupo Camargo Corrêa, Alcides Lopes Tápias, acredita que a privatização da CPFL será encarada pelos investidores estrangeiros como um sinal de confiança na economia brasileira.

O ágio de 70% não foi exagerado?

ALCIDES TÁPIAS: O valor do nosso lance teve dois componentes: a avaliação e a estratégica. Olhamos para um negócio que nos interessava e fizemos um lance para não ficarmos com remorso caso outro grupo levasse a empresa.

Os funcionários da CPFL têm direito a 10% das ações da empresa. Caso não exerçam essa opção de compra, o VBC é obrigado a ficar com o lote de ações pelo mesmo preço pago no leilão. O VBC está preparado para esta despesa extra?

TÁPIAS: Gostaríamos que os funcionários ficassem com toda a participação a que têm direito. Seria uma espécie de parceria, um voto de confiança na nova administração da empresa. Quanto aos recursos, não há problema.

O senhor acredita que na próxima privatização vai haver mais interesse de investidores estrangeiros?

TÁPIAS: Sem dúvida. Se o empresário nacional, que conhece a realidade do mercado do seu país, faz um investimento desse porte, o estrangeiro encara isso como um voto de confiança. E não é proselitismo. É uma ação prática: US$ 3 bilhões é dinheiro em qualquer lugar do mundo.




Área de prioridade número umâ

FÁBIO FAULA

O gerente de Investimentos da Previ, Fábio Faula, diz que a área de energia é prioridade de investimento do fundo de pensão, que tem sociedades em siderúrgicas e indústrias alimentícias e no setor de aviação.

A Previ não está assumindo muitos riscos com tantos investimentos no processo de privatização brasileiro?

FÁBIO FAULA: A Previ entrou nas melhores oportunidades de privatização do Brasil, que atraíram as maiores operadoras de todo o mundo. Por sermos o maior fundo de pensão do país, temos uma necessidade de realocação de recursos muito grande. Por isso, sempre procuramos boas oportunidades de investimento.

A compra da CPFL, com ágio de 70%, é um bom negócio?

FAULA: Sem dúvida. A área de energia é a prioridade de investimento da Previ, a número um. Vem antes mesmo do setor de telecomunicações, considerado por muitos a grande vedete do mercado. Isso porque a área de energia é grande geradora de caixa. Em termos de investimento, as companhias energéticas apresentam uma rentabilidade mínima garantida, baixo risco e alta liquidez.

A Previ já pensa em se desfazer de sua parte na CPFL?

FAULA: A Previ pretende reduzir sua participação no consórcio VBC de 38% para 33%. A diferença será negociada com uma empresa nacional e o contrato será fechado antes da liquidação do leilão, que está marcada para daqui a cinco dias úteis.





Era uma compra estratégicaâ

Ângelo Pavini

Da Agência O GLOBO

LÁZARO DE MELLO BRANDÃO

O VBC não vai se contentar apenas com parte da CEEE e com a CPFL. Segundo o presidente do Bradesco, Lázaro de Mello Brandão, o grupo vai entrar na disputa pela Eletropaulo e pela Comgás.


O VBC acabou de comprar parte da CEEE, no Sul, e agora adquiriu a CPFL. O grupo quer controlar o setor?

LÁZARO BRANDÃO: Criamos essa holding para aproveitar as oportunidades que surgirem. Vamos estar muito ativos na área de energia e pretendemos entrar em outras empresas, como Eletropaulo e Comgás.

O preço não foi muito alto?

BRANDÃO: O valor foi decidido meia hora antes do leilão. Demos o lance para ganhar. Era uma compra estratégica, cujo valor superava a avaliação meramente econômica de retorno da empresa.

Em que outros setores o grupo pretende entrar?

BRANDÃO: Já há parcerias para o setor de telecomunicações. O banco está especialmente interessado na Telesp.

O lucro do banco cresceu este ano. Será possível mantê-lo depois do aumento dos juros?

BRANDÃO: Nosso lucro líquido até setembro ficou em R$ 715,4 milhões, projetando uma rentabilidade de 16,5% sobre o patrimônio. Com o aumento dos juros, haverá algum impacto, que poderá ser diluído com os ganhos das aplicações de renda fixa. Mas uma retração será inevitável.






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