O Plano e o Risco. O texto aseguir foi escrito às vesperas da decretaçãodo racionamento.O raciocínio aparesentado aqui não tem compromisso com precisão. Não estamos no governo. Temo …

O Plano e o Risco. O texto a
seguir foi escrito às vesperas da decretação
do racionamento.


O raciocínio
aparesentado aqui não tem compromisso com precisão.
Não estamos no governo. Temos as maiores dificuldades
em obter dados oficiais, até por nossa postura crítica.
Quem tem a "faca e o queijo na mão" são
os condutores dessa política. Se nossos números
estão errados, cabe ao governo contestá-los. Se
nosso erro for grande o suficiente para contestar a tese defendida,
nos curvamos aos sábios. Se não…


O ILUMINA tem manifestado a preocupação
pelo fato de que nenhuma atitude tinha sido adotada até
o momento. O governo é um apostador. No final do ano passado,
apostou nas chuvas e perdeu. Deu no que deu e colocou o país
de joelhos. Agora, aposta novamente.


No Brasil, (até porque
desde o governo Collor o planejamento desse país vem sendo
sistemáticamente destruído), não há
nenhum estudo confiável sobre elasticidade preço
para o consumo residencial. Ou seja, não se sabe qual é
a reação do mercado consumidor a aumento de preço.
Na realidade os dados da última década se não
forem devidamente tratados, mostram até um aumento de consumo,
apesar da já conhecida e incontestável disparada
das tarifas elétricas.


Sendo assim, o resultado final
desse plano é uma incognita. Mais uma, pois a outra é
o volume de água no período sêco. Portanto,
nosso jogador agora está apostando não em uma variável
aleatória, mas em duas.


O ILUMINA não consegue
se decidir entre apagão ou sobretaxa. São dois "times
ruins", e a nosso ver a questão principal não
é esta.


A questão é o efeito
do plano no cumprimento da meta. E ai, já há alguns
problemas.


A pizza ao lado mostra a distribuição
dos consumidores por classe de consumo tal qual divulgado pelo
governo. Estão também nas proporções
da tabela abaixo (coluna amarela). A coluna azul clara tem uma
estimativa de consumo médio mensal de cada classe baseado
em uma estaística de 1997. Esse é um dos dados que
sumiram do planejamento, uma vez que as empresas o consideram
estratégico. Somos obrigados a usar estimativas.



Nosso raciocínio hipotético
é o seguinte:



  • Consideramos que a punição
    de cortes de energia por 3 e 6 dias não vingará.
    É o "bode na sala" que será aliviado,
    ou os tribunais brasileiros ficarão entupidos de ações
    judiciais.
  • Utilizamos uma estimativa de
    30.000.000 de domicílios nas regiões Sudeste +
    Centro-Oeste + Nordeste.
  • A primeira classe de 0 a 100,
    provavelmente não conseguirá economizar pois já
    consome muito pouco.
  • A segunda classe [101 : 200],
    no todo, não conseguirá atingir os 20% desejados
    e economizará 15%.
  • A terceira classe [201 : 500]
    por ter mais "gordura para queimar" atingirá
    a meta.
  • Na quarta classe foi calculado
    o quanto teria que economizar para que o total do consumo residencial
    caia 20%.

A surpresa é que a classe
acima de 500kWh terá que economizar não 20%, mas
47%!!



















































Classe de consumo [ kWh ]

NCR



kWh/mês



Consumo Mensal (MWh)



Hipótese de
Economia




Consumo Econômico

[0:100] 39%

60



702.000



0%



702.000

[101 : 200] 32,4%

130



1.263.600



15%



1.074.060

[201 : 500] 25%

250



1.875.000



20%



1.500.000

> 500 3,6%

700



756.000



47%



401.220

100%

4.596.600



20%



3.677.280


E ai, fica a dúvida: Será
que o governo tem um "plano B"?



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