Os dados a seguir são do DIEESE e da Eletrobrás.
O gráfico abaixo mostra a evolução da política social brasileira dos últimos 60 anos. Excetuando-se o período JK, onde o salário mínimo (curva azul clara) recuperou seu valor inicial de 1940, de lá para cá, só fez perder.
Hoje, o salário mínimo vale 20% do que valia em 1940 e em 1957. Tudo isso num cenário onde o PIB/ capita (curva azul), é 5 vezes maior do que era em 1940. Este é um retrato fiel e incontestável do tipo de apropriação da renda no Brasil.
Notem a estagnação desse valor no período FHC.
Dentro desse quadro social vergonhoso, vale a pena comparar a evolução do salário mínimo (rosa) comparada a variação do preço médio da energia elétrica no Brasil (amarela).
Como se vê, a energia elétrica já custou mais caro, atingindo seu pico em 1971.
Entretanto, reparem a subida recente do período 93-2000!
Mas como estará esse preço quando comparado ao salário mínimo?
Hoje 1 salário mínimo vale aproximadamente 2 MWh.
Se voltarmos no tempo corrigindo os dois índices, vamos chegar à incrível informação que um salário mínimo já "comprou" 9 MWh em 1963.
E, mais incrível do que isso. Nunca 1 salário mínimo valeu tão poucos MWh. Essa relação é ainda pior se compararmos ao preço médio da tarifa residencial que sabe-se hoje ser o maior preço de energia no Brasil.
Todos os produtos e serviços da cadeia produtiva que utilizam energia elétrica como fator importante, ficaram mais caros para as camadas mais pobres da população.
Esta é a política social implícita do govêrno.