Plantão O Globo 13/09/98 Bomba derruba uma torre de transmissão de energia da usina de Itaipu para região Sudeste RIO, 13 – A explosão de uma bomba à 1h59 da madrugada de hoje derrubou uma das duas linhas …

Plantão O Globo 13/09/98


Bomba derruba uma torre de transmissão de energia da usina de Itaipu para região Sudeste

RIO, 13 – A explosão de uma bomba à 1h59 da madrugada de hoje derrubou uma das duas linhas de transmissão responsáveis pelo transporte da energia produzida na Usina de Itaipu para a região Sudeste. Conforme informou há pouco Furnas Centrais Elétricas, o incidente ocorreu a cerca de 30 quilômetros da cidade de Ivaíporã, no Paraná. A linha de transmissão atingida é responsável pelo transporte de 750 kilowatts.


Furnas informa que, como o consumo de energia hoje é reduzido, não há risco de falta de luz. A estatal advertiu, entretanto, que o problema poderá ocorrer amanhã com o aumento da demanda por energia na região Sudeste. A Polícia Federal investiga o incidente e a possibilidade haver uma outra bomba em alguma das torres próximas.


Engenheiro de Furnas confirma suspeita de sabotagem

CURITIBA, 13 – O engenheiro José Maurício Zaroni, responsável pela estação de Furnas em Foz do Iguaçu, confirmou a suspeita de que a bomba que derrubou uma das duas torres de transmissão – que transporta metade da energia produzida pela usina de Itaipu para a região Sudeste – tenha sido obra de sabotadores. A Polícia Federal está no local e já começou a fazer a perícia na torre atingida. A unidade tem aproximadamente 40 metros de altura e dez toneladas de peso. A explosão foi registrada à 1h59 de hoje. O presidente de Furnas, Luiz Laércio Simões, dará uma entrevista coletiva daqui a pouco para falar sobre as conseqüências do incidente no fornecimento de energia elétrica nas regiões Sul e Sudeste. A expectativa é de que haja falta de luz em algumas cidades. A torre, que foi derrubada pela explosão, é uma das maiores do sistema de Furnas em todo o país.


Furnas: não há risco de blecaute

Em entrevista coletiva há pouco, o presidente de Furnas, Luiz Laércio Simões Machado, fez um apelo à população para que economize energia entre às 18h e 20h, a partir de segunda-feira, para, assim, evitar corte de energia nas regiões Sul e Sudeste. Segundo Machado, a queda de uma das torres de transmissão de Itaipu, que interrompeu umadas quatro linhas de transmissão, causou uma diminuição de 1200 MegaWatz, o que equivale a cerca de 3 ou 4% do total de energia consumido pela regiões Sul e Sudeste. A restauração da torre, que deve demorar de 50 a 72 horas e custará cerca de R$ 200 mil, só será iniciada depois que terminar a perícia que está sendo feita pela Polícia Federal. Se a população não colaborar, será necessário fazer cortes de energia em toda a região. Segundo Machado, não há riscos de blecaute.


Globo 14/09/98

Bomba destrói torre e reduz energia no Sudeste

Inês Amorim


RIO, BRASÍLIA e CURITIBA. A queda de uma das torres da linha de transmissão da usina de Itaipu, provocada pela explosão de uma bomba na madrugada de domingo, em Ivaiporã, no Oeste do Paraná, poderá causar cortes de energia nas regiões Sul e Sudeste. Segundo o presidente de Furnas Central Elétrica, Luiz Laércio Simões Machado, que classificou o ato como terrorismo, somente com a colaboração da população, que deve economizar energia a partir de hoje, entre 18h e 20h, será possível evitar a queda no abastecimento.


O ministro das Minas e Energia, Raimundo Brito, exigiu apuração rigorosa sobre a explosão:


– Não posso acreditar que alguém, por mais insano que seja, possa tomar uma atitude como essa, que prejudica a população – disse Raimundo Brito.


A diminuição no fornecimento com a queda da torre foi de apenas 3% a 4% no total consumido nas duas regiões, mas ainda assim há risco de cortes. A região Centro-Oeste, que em parte é abastecida por Furnas, não deverá ser prejudicada, pois recebe o reforço das usinas de Serra da Mesa e Corumbá, ambas do Rio Tocantins. Funcionários de Furnas encontraram pavios numa outra torre, nasegunda linha de corrente alternada, perto do local da explosão – são, ao todo, quatro linhas, duas de corrente alternada e duas de corrente contínua – o que os levou a crer que poderia haver outra bomba no local. Se essa também tivesse sido detonada, a queda no abastecimento chegaria a 12%. O atentado, que aconteceu à 1h59m de domingo, foi no município de Nova Tebas, localizado a cerca de 30 quilômetros de Ivaiporã, no Paraná. A torre de 750kV, que tinha 40 metros de altura e pesava cerca de 15 toneladas, ficava às margens da rodovia BR-487. Fragmentos da bomba, como pavios, pólvora e detonadores, foram encontrados na base central da torre. Assim que foi informado do acidente, o ministro Raimundo Brito, entrou em contato com o ministro da Justiça, Renan Calheiros, e com o diretor da Polícia Federal (PF), Vicente Chelotti. Equipe especializadas de policiais foram deslocadas de Brasília e estão na região investigando o atentado. A Polícia Estadual do Paraná efuncionários de Furnas ajudam a vigiar o local.


As obras de restauração, que devem custar R$ 200 mil, começarão assim que a PF terminar a perícia e devem durar de 50 a 72 horas. Isso significa que, caso o local seja liberado ainda hoje, a transmissão de energia só poderá ser totalmente restabelecida na quinta-feira.


Indignado com o que chamou de um ato de sabotagem sem precedentes nos 41 anos de existência da empresa, o presidente de Furnas disseque não tinha a menor idéia do motivo do atentado.


– Pela importância dessa linha, não descartamos a hipótese de ter havido terrorismo. Isso não é uma agressão contra a empresa e sim contra a toda a sociedade brasileira, pois prejudica a todos – lamentou Machado.


O atentado foi no trecho entre Foz do Iguaçu e Ivaiporã, que tem o circuito de tensão mais alta do Brasil, pois em Ivaiporã há uma subestação onde 15% da energia são deviados para a Eletrosul, queleva a eletricidade à região Sul. Já a distribuição de energia para o Sudeste é feita a partir de São Paulo. Por isso, as duas regiões serão prejudicadas.


Com o incidente, uma das quatro linhas de transmissão que levam a energia da hidrelétrica de Itaipu até São Paulo foi desativada. Isso significa uma redução de 3% a 4% no abastecimento de energia para o Sul e o Sudeste. O diretor de Operações de Furnas, Celso Ferreira, explicou que isso corresponde a 1.600 mega watts. O diretor de Operações de Furnas, Celso Ferreira, explicou que as duas linhas de transmissão alternada têm capacidade para 5.400 mega watts (MW), mesma quantidade que transmitem as linhas decorrente contínua. A queda da torre de uma das linhas de corrente alternada fez com que a outra fosse sobrecarregada.


– Em vez dos 2.700 MW usuais, começaram a ser transmitidos 3.800 MW por um única torre. Ainda assim, tivemos um déficit de 1.600 MW – afirmou Ferreira, acrescentando que a hidrelétrica de Itaipu é responsável pela produção de 25% da energia consumida pela população das regiões Sul e Sudeste.


Depois do acidente, a linha de transmissão está operando com menos 16% de sua capacidade normal. De acordo com Ferreira, é como se três das 18 turbinas de Itaipu parassem de funcionar.


– Os 1.600 MW que deixaram de ser transmitidos correspondem ao consumo diário das cidades de Brasília e Goiânia. Essa quantidade de energia também é consumida diariamente pelos habitantes dos estados do Rio de Janeiro, sem contar a capital, e do Espírito Santo – afirmou o diretor de operações de Furnas .


Em entrevista coletiva, o presidente de Furnas, Luiz Laércio Simões Machado, afirmou que haverá mutirão de outras geradoras para deslocar energia até as regiões atingidas. A fim de evitar corte noabastecimento, a Eletrobrás negociará com as distribuidoras deenergia dos estados do Rio, São Paulo e Minas Gerais a redução no consumo.


Segundo o diretor de Operações da Eletrobrás, Mário Santos, que também é coordenador do Grupo Coordenador de Operações Interligadas, responsável pelo controle do abastecimento de energiano país, se o tempo ajudar, será ainda melhor:


– Vamos estar operando sem reservas e se for necessário faremos cortes de energia. Se a temperatura em São Paulo ficar abaixo de 25 graus será possível economizar e evitar cortes – disse Santos, que classificou o incidente como um "atentado terrível".


Para Luiz Laércio Simões Machado, que viajou ontem à tarde para Ivaiporã em companhia do diretor de Operações de Furnas, a ajuda da população será fundamental até que os reparos estejam concluídos.


– A conservação de energia é uma usina virtual, quando a sociedade economiza, ganhamos uma força enorme – afirmou.



Chuvas atrapalham investigação da Polícia Federal

Elza de Oliveira



RIO, BRASÍLIA e CURITIBA. O diretor da Polícia Federal, Vicente Chelotti, determinou ontem à PF do Paraná a investigação da explosão na torre de transmissão de Furnas. O coordenador central da Polícia Federal, Wantuir Jacini, saiu ontem de Brasília e foi para o Paraná acompanhar as investigações de perto. A Polícia Federal só deve ter hoje as primeiras conclusões sobre o que aconteceu.


A torre está instalada em uma região rural, onde está chovendo muito, o que dificulta as investigações. Até as 20h de ontem a polícia não tinha indicações de autores ou motivação do atentado. Os trabalhos de reconstrução da torre de transmissão serão iniciados apenas hoje porque até o início da noite de ontem peritos da Polícia Federal continuavam trabalhando no local. Em 27 de julho deste ano, duas torres da Embratel no Oeste de Santa Catarina foram desligadas com explosões provocadas por cordel detonador, um explosivo mais poderoso do que dinamite.


As torres, localizadas em Lages e em Borel, a cerca de 250 quilômetros de Florianópolis, ficavam a uma distância aproximada de 70 quilômetros uma da outra e explodiram quase ao mesmo tempo, pouco depois das 6h da manhã de 27 de julho.


Dois dias depois do acidente, aconteceu o leilão de privatização do sistema Telebrás e as prováveis motivações políticas do atentado foram admitidas, na época, pela direção da empresa e pelos delegados da Polícia Federal encarregados da investigação. A hipótese de motivação política também foi levantada na época pelo ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, que atribuiu o crime a grupos contrários à privatização do sistema Telebrás. Segundo os investigadores, os artefatos foram colocados por pessoas que conheciam o sistema de telecomunicações, porque a explosão prejudicou apenas os cabos de transmissão de dados, as linhas telefônicas e as guias de transmissão de imagens de televisão. As estruturas da torres foram preservadas.


O sistema de comunicações do Oeste de Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul ficou inoperante por alguns minutos, mas rapidamente os técnicos da Embratel decidiram rotas alternativas para transmissão e os usuários não foram prejudicados.


As investigações para identificar os autores do atentado prosseguem na Delegacia de Ordem Política e Social da Polícia Federal em Florianópolis, mas até o momento ninguém foi indiciado. Os exames do material recolhido no local das explosões (como restos de cabos e guias de onda, pedaços de metal, partes do mecanismo de tempo e do próprio explosivo) ainda estão sendo estudados pelo Departamento de Perícia da PF em Santa Catarina.


Suspeitas de motivação política já foram investigadas anteriormente em atos praticados contra a rede de Furnas. O crime mais grave nos últimos anos ocorreu em dezembro de 1997, quando quase todo o Rio Grande do Sul ficou às escuras entre os dias 21 e 22 de dezembro por causa de tiros disparados contra as linhas que fazem o fornecimento de energia no estado. As investigações indicaram que os cabos foram perfurados por balas de fuzil AR-15, M-16 ou arma similar. Os atentados ocorreram simultaneamente contra as linhas Itá-Gravataí e Campos Novos-Gravataí e acabaram provocando o maior blecaute da história do Rio Grande do Sul. Chegou-se a suspeitar, na época, dos grupos sindicais que se opõem à privatização da região, mas até hoje os responsáveis ainda não foram identificados.


A Gerasul, principal geradora de energia do Sistema Sul (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul) vai a leilão na próxima terça-feira.


A hipótese de sabotagem também foi cogitada no blecaute que atingiu parte das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste no dia 24 de abril de 1997, afetando 20 milhões de pessoas. Na mesma época, por uma razão até hoje desconhecida, houve uma queda de energia em Ibiúna, no interior de São Paulo. A suspeita de sabotagem foi levantada, na ocasião, pelo ministro das Minas e Energia, Raimundo Brito.


Não faltará energia no Rio

A destruição da torre de Furnas não é motivo de preocupação, pelo menos por enquanto, para a população fluminense. O Centro Nacional de Operações do Sistema (CNOS) – órgão da Eletrobrás responsável pela administração da rede elétrica do país – informou que não haverá corte no fornecimento de energia para o Estado do Rio hoje.


Em caso de diminuição na carga fornecida, a Light já tem montadoum plano de emergência. A companhia diminuiria seu próprio consumo. Na necessidade de um corte maior, a empresa passaria a cortar o fornecimento onde não há hospitais, delegacias ou outros serviços essenciais.


A Light recomenda que se evite o uso de aparelhos de alto consumo elétrico. É aconselhável não abrir a geladeira várias vezes nem ligar ferro para passar pouca roupa.


Segundo o diretor de Operações da Eletrobrás, Mário Santos, cortes no fornecimento de energia seriam evitados com a diminuição do consumo das indústrias em horários de pico. Apagões também podem deixar de acontecer se a população colaborar. A perda de 1.600 megawatts no fornecimento de energia das regiões Sul e Sudeste representa o equivalente ao consumo de 16 milhões de lâmpadas de 100 watts, ou o equivalente a 40 milhões de lâmpadas de 40 watts.


Descoberta uma terceira bomba em torre da Itaipu – Globo 17/9/98

Elza Oliveira e Geraldo Magella


Enviado especial


NOVA TEBAS (PR) e CURITIBA. Uma nova bomba foi descoberta no fim da tarde de ontem enterrada junto à base de uma torre da linha de transmissão de energia da usina de Itaipu no município de Pitanga, região central do Paraná, a 380 quilômetros de Curitiba. O artefato, que será desativado hoje por peritos da Polícia Federal, está a cerca de 20 quilômetros do local onde uma torre foi derrubada,na madrugada do último domingo, pela explosão de uma bomba. É a terceira ocorrência na região, onde anteontem foi desativada outra bomba, numa torre próxima à que caiu.


Um telefonema anônimo, recebido ontem pela empresa Furnas Centrais Elétricas, responsável pela transmissão da energia de Itaipu, informava sobre a existência de 12 bombas nos linhões que cortam o Paraná.


– Estamos preocupados. Não sabemos o que está ocorrendo. Ninguém assume a autoria e nem explica o que se trata – disse o engenheiro José Maurício Zaroni, chefe do Departamento de Produção de Furna.


O engenheiro contou ainda que a ligação foi feita para o telefone de um assessor administrativo na sede da empresa em Foz do Iguaçu, na fronteira do Brasil com o Paraguai.


– Como o aparelho não possui Bina (equipamento que identifica o telefone do qual partiu a ligação), não foi possível fazer a localização da chamada. O homem disse que não devíamos apressar o reparo da torre de Nova Tebas (explodida na madrugada do último domingo) porque havia mais 12 bombas espalhadas entre Foz e São Miguel do Iguaçu – afirmou Zaroni.


Segundo Zaroni, a Polícia Federal em Foz do Iguaçu foi acionada logo após o telefonema. Equipes da PF e de Furnas inspecionaram, de início, as 80 torres das quatro linhas de transmissão à procura de explosivos. Foram verificadas, ao todo, cerca de 320 torres,distribuídas em 45 quilômetros de linha. O engenheiro de Furnas pôs em plantão permanente os 213 funcionários da empresa no estado.


Os técnicos de Furnas decidiram não desligar a linha de corrente contínua onde foi localizada ontem a nova bomba para não prejudicar o abastecimento das regiões Sul e Sudeste, normalizado no fim da manhã com a recuperação da torre destruída domingo.


O cabo da Polícia Militar Rosaldo Sutil de Oliveira, do município de Manoel Ribas, a 13 quilômetros do local onde foi encontrada a bomba, foi um dos primeiros a chegar à propriedade do agricultor Avelino Roither. O artefato havia sido descoberto por um filho do dono da propriedade, que estava preparando o solo para o plantio com um trator e passou perto da torre, a cem metros da casa da família.


– A bomba parece estar lá há algum tempo porque há indícios de que tomou chuva. É possível ver respingos de lama e há dois dias não chove na região. Aparentemente, o artefato é semelhante aos outros encontrados. Dá para contar três latas de leite em pó enterradas ao pé da torre de onde saem alguns fios em direção a outra parte, colocada mais na base de metal – contou Oliveira.


A família que mora na propriedade informou que não percebeu qualquer movimentação estranha na região.


A área foi isolada por policiais militares, civis e dois agentes da Polícia Federal que estão investigando a autoria do atentado na região. Segundo o subdelegado de Manoel Ribas, Luiz Carlos dos Santos, a bomba está a 300 metros da pista da BR 487, que liga NovaTebas a Pitanga. Os outros explosivos foram encontrados às margens da estrada.


Outra coincidência é o fato de a nova bomba estar junto a uma torre estaiada, ou seja, o tipo de estrutura que tem apenas uma base fincada ao chão e é sustentada por quatro cabos. Foi uma torre semelhante que caiu em Nova Tebas no domingo.


– Não temos como vistoriar tudo no Paraná, onde existem três mil quilômetros de linhas de transmissão com cerca de sete mil torres – disse o engenheiro Zaroni.


O chefe da equipe de manutenção de Furnas, João Carlos Ribeiro, que comandou os trabalhos de reparo em Nova Tebas, estava pronto para ir embora no fim da tarde de ontem, mas a notícia da descoberta de outro artefato interrompeu a folga dos 80 trabalhadores que ficarão de prontidão para atender a qualquer ocorrência.


Os peritos da PF devem chegar a Manoel Ribas durante a madrugada e iniciarão o desmonte da bomba logo que amanhecer o dia. Um deles afirmou não ter dúvidas de que quem colocou as bombas planeja uma espécie de atentado em série. A PF acredita que quem instalou e armou as bombas é especialista em explosivos.


Na segunda-feira foram gastos 50 minutos para desarmar o outro artefato que, na opinião do perito Argeu Bezerra, não explodiu devido à umidade ou a uma falha no mecanismo de tempo.


Em Nova Tebas, a equipe de manutenção de Furnas terminou ontem o trabalho de reconstrução da torre atingida pela explosão no domingo. A última etapa foi a instalação dos cabos elétricos, concluída às 10h38m. Às 11h08m, a transmissão de energia entre a Usina de Itaipu e as regiões Sudeste e Centro-Oeste foi religada pela subestação de Ivaiporã. Segundo o chefe da equipe de manutenção de Furnas, a antecipação do trabalho de reconstrução da torre em um dia acabou gerando uma economia de aproximadamente R$ 50 mil para a empresa.

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