Todo mundo quer a COPEL! Lógico! Trata-se do negócio do século! Mas… segundo o governador Jaime Lerner, o povo paranaense não quer!
O ridículo governo brasileiro depois de todas confusões armadas pelo seu modelo, vai contratar uma empresa americana para gerir a ASMAE. É risível e vergonhoso!
Como era de se esperar de um governo "amiguinho" das distribuidoras, a conta vai vir para os brasileiros. Leia o resumo dos próximos aumentos que nos esperam!
Bolsas querem Copel
R$ 5 milhões são a comissão pela venda
ELEDOVINO BASSETTO JUNIOR Agência JB
CURITIBA – O leilão de privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel) está confirmado para o dia 31 de outubro, caso novas ações judiciais movidas pela oposição ao governo do Paraná não sejam aceitas pela Justiça. A dúvida, agora, é se o leilão acontece na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, como especifica a minuta do edital, ou se o ato de venda será realizado na Bolsa de Valores do Paraná, já que existe um lobby paranaense para que o leilão seja realizado no estado. A bolsa que sediar o leilão deve receber uma comissão estimada em R$ 5 milhões.
O edital de privatização será publicado na sexta-feira, com um atraso de pelo menos dez dias. A Copel é a maior empresa do estado, lucrou R$ 453 milhões no ano passado e produz 7% de toda energia gerada no país. As especulações do mercado sobre o preço mínimo variam entre R$ 7 bilhões e R$ 22 bilhões.
Até agora, dez grandes investidores manifestaram interesse e compraram acesso ao data-room. São elas a estatal francesa EDF (controladora da fluminense Light), a belga Tractebel, a espanhola Endesa, a canadense Hydro Québec, a alemã RWE, as americanas AES, NRG e Duke Energy e a italiana Enel. A única brasileira interessada até o momento é a estatal mineira Cemig.
Comissão elege empresa que vai gerir AsmaeO nome da empresa que vai gerenciar a contabilização da Administradora de Serviços do Mercado Atacadista de Energia (Asmae) foi definido ontem por uma comissão criada para avaliar as propostas apresentadas pelas companhias. A escolhida foi a norte-americana Monitor Group, presente em 25 países. A empresa do guru Michael Porter, disputou espaço na administradora com a K2 Achievement.
O projeto da companhia ainda será submetido amanhã ao Conselho de Administração da Asmae. Após a avaliação, o nome da empresa será encaminhado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que terá de aprovar a decisão do Conselho de contratar uma empresa para gerir a administradora. Segundo informações, a agência já teria dado um sinal positivo. A prioridade da companhia escolhida será atender a todas as determinações da Aneel e do Conselho de Administração. Além disso, terá a responsabilidade de realizar a remodelação da Asmae. A escolha levou em conta o plano de trabalho apresentado pelas empresas. O custo mensal para a contratação é de R$ 500 mil. (R.P.)
Repasse de prejuízo do setor para as tarifas ganha força
Segundo fontes do mercado, proposta já foi discutida em Brasília RENÉE PEREIRA
Mais uma vez o consumidor brasileiro corre o risco de ter de pagar uma conta que não é sua. Não bastassem os últimos reajustes de energia, concedidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a proposta de repassar para as tarifas a queda de receita causada pelo racionamento de energia não está descartada. Pelo contrário. Segundo fontes do mercado, essa é uma opção que vem ganhando força. O presidente de Furnas Centrais Elétricas, Luiz Carlos Santos, discorda da fórmula. Segundo ele, a discussão em torno das perdas de geradoras e distribuidoras é uma questão jurídica.
Ele explica que a tendência é que as divergências entre as partes venham a ser solucionadas na Justiça. Mas, de acordo com fontes do mercado, a proposta de repasse para as tarifas foi discutida ontem em Brasília entre o governo e os representantes do setor. "Enfim, o governo parece estar começando a tomar uma posição em que define como ponto prioritário as concessões contratuais", informou um especialista do setor, que considera imprescindível a resolução do Anexo 5 para incentivar novos investimentos energéticos no País.
Essa cláusula contratual assegura às empresas distribuidoras uma compensação pela receita perdida por causa do racionamento. O problema é que as distribuidoras alegam não ter condições para arcar com esse déficit. Segundo o presidente de Furnas, as geradoras não devem ressarcir as distribuidoras por eventuais perdas.
Para se ter idéia do tamanho do rombo do setor, o valor estimado até o final do ano, se o racionamento persistir até lá, é de aproximadamente R$ 20 bilhões. E quem poderá arcar com esse prejuízo é o usuário. Uma solução para não penalizar o consumidor residencial, que já paga a maior tarifa do setor, seria aumentar o preço da energia para os clientes de alta tensão. Neste caso, haveria uma revisão dos valores pagos pelo ramo industrial – hoje subsidiado pela tarifa residencial e comercial. "Esse seria o momento de corrigir antigas distorções", diz o especialista.
Além da questão do Anexo 5, o repasse da variação cambial também foi discutido, mas ainda sem soluções. Para os especialistas, as atuais tarifas cobradas no mercado trazem distorções do passado, e por esse motivo existe a necessidade de revisão para viabilizar novos investimentos. A disputa entre distribuidores e geradores sobre quem vai arcar com o prejuízo vem se intensificando nos últimos dias. Na segunda-feira, as distribuidoras afirmaram que se não houver uma resolução rápida para a questão, as empresas vão entrar num período de inadimplência, com atraso até mesmo no salário de seus funcionários. "O setor precisa de mais entrada de recursos em seus caixas, ou seja, aumento de receita." (Colaborou Gerusa Marques)