O ILUMINA recebeu uma denúncia anônima sobre intervenções da transposição do Rio S. Francisco em procedimentos do setor elétrico. O ILUMINA, exercendo sua função de grupo de análise do setor, encaminhou a denúncia à CHESF e obteve uma resposta que está abaixo.
A denúncia:
Gostaria de denunciar a intervenção de seccionamento da LT 04F2 Paulo Afonso III/Bom Nome, que dará origem as novas LT 04F2 Paulo Afonso III/Floresta II e LT 04S2 Bom Nome/Floresta II, cadastrado junto ao ONS como SGI 39.000-14. Esta intervenção visa a energização da SE/Floresta II no dia 29/09/2014, porém a referida intervenção está em TOTAL desacordo com o Procedimento de Rede e segurança para pessoas no local da obra, tanto na parte do Pré-Operacional quanto da configuração da subestação Floresta II.
As linhas na SE/Floresta II não irão possuir disjuntor, proteção, operador no local, supervisão para ONS e CHESF. Esta obra visa a conclusão de parte da Transposição do São Francisco – PISF, porém está totalmente atropelando tudo o que praticamos no setor elétrico quanto a segurança dos ativos e das pessoas. Se acontecer algum acidente na SE/Floresta II, somente saberemos após deslocamento de pessoal a esta instalação, ou pelas pessoas envolvidas na obra que continuará acontecendo.
O mais incrível de tudo é que uma intervenção como está deveria ter sido cadastrada junto ao ONS com no mínimo 30 dias, neste caso foi cadastrada no dia 27/09/2014 para ser executada nesse mesmo dia, não sendo URGÊNCIA, contrariando tudo o que está escrito em TODOS os normativos CHESF e ONS. A Obra poderia muito bem esperar está pronta para que fosse energizada num outro momento sem todo este risco. Esta denuncia também será feita a PGU, ANEEL, MPF e MPT.
A resposta da CHESF:
Inicialmente entendemos como pertinente informar que a subestação Floresta II 230kV tem a finalidade de atender ao Acessante responsável pelo Projeto de Integração de Bacias a partir do São Francisco – PISF e está sendo implantada mediante seccionamento de uma LT de 230 kV Paulo Afonso/Bom Nome. Esta configuração foi definida após análise e estudos realizados que culminaram com a emissão do Parecer de Acesso pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS.
Como uma das etapas para a energização da referida subestação, foi iniciada no dia 27/09/2014 uma intervenção, concluída no dia 29/09/2014, com o objetivo de incorporar os trechos de linhas destinados ao seccionamento da LT Paulo Afonso/Bom Nome na futura subestação Floresta II, passando por um barramento 230kV desta subestação, sem disjunção e sem carga suprida. Para esta etapa, que corresponde ao prolongamento da LT existente, foram cumpridos todos os procedimentos operacionais sob a coordenação do ONS e com o envolvimento da Chesf e do Acessante PISF. Cabe ressaltar, que para a implantação desta etapa intermediária, estudos foram realizados, inclusive envolvendo os aspectos de ajustes de proteção, no sentido de proporcionar a segurança operacional requerida.
Após a execução da referida etapa, foram adotadas medidas de segurança, contemplando ações de delimitação e sinalização da área energizada na futura subestação Floresta II.
Ressaltamos que a etapa intermediária implantada no dia 29/09/2014, como uma das fases para energização da subestação Floresta II, não caracteriza uma configuração inusitada, tendo em vista que situação similar tem sido adotada na incorporação de outras subestações do Sistema Interligado Nacional – SIN.
Por oportuno, informamos que a Chesf sempre cumpre os procedimentos operacionais do setor elétrico brasileiro inclusive nos aspectos de segurança.
Atenciosamente,
Mozart Bandeira Arnaud
Diretor de Operação da Chesf
Uma resposta
A partir de minhas já vagas memórias sobre sistemas de transmissão,, o seccionamento de linhas de transmissão em operação ao longo da evolução do sistema interligado, é coisa simples, sem implicações tecnicas negativas. Desde que
estudos e analises , sobretudo na area da proteção e controle , sejam feitos. Sempre foi o costumes das equips das empresas desde muito.