VALE A PENA !!! Nove meses se passaram desde a criação do ILUMINA, no dia 23 de setembro de 1996, em memorável encontro que lotou o auditório do Centro Brasileiro de Cirurgiões em Botafogo no Rio de Jane …

VALE A PENA !!!

Nove meses se passaram desde a criação do ILUMINA, no dia 23 de setembro de 1996, em memorável encontro que lotou o auditório do Centro Brasileiro de Cirurgiões em Botafogo no Rio de Janeiro.

A alusão é óbvia – a criança nasceu e aí está, forte e com perspectivas futuras.

Nasceu do idealismo daqueles que, sem corporativismo e colorações partidárias defendem a empresa pública cidadã e o consumidor no sentido mais amplo da palavra: o povo.

Temos consciência que a luta não é fácil, e de fato, não está sendo.

As incompreensões são muitas. Temos conhecimento que alguns pensam ser o ILUMINA um instituto formado por empregados e ex-empregados de estatais, tendo portanto um viés corporativista. Há os que afirmam que o quadro dirigente do ILUMINA é formado por aposentados e que podem vir a ter interesse futuro no caso da privatização das empresas. Outros ainda, que o Instituto é formado por quadros elitistas. E finalmente encontram-se as cassandras negativistas, que acham que o momento do país é um jogo de cartas marcadas, e que não vale a pena gastar dinheiro e ação com algo já definido.

Erram todos.

O ILUMINA propõe que prevaleçam: razão, base técnica e preocupação exclusiva com a sociedade brasileira. ENFATIZAMOS: o nosso objetivo é que a prestação do serviço de eletricidade se dê com qualidade e preço justo, fruto de uma gestão empresarial que considere o controle e a gestão pública, tendo o consumidor como referência, além da expansão da oferta de energia elétrica, com desenvolvimento tecnológico, de recursos humanos, e com preservação ambiental.

Para isto não podemos confundir as atividades do ILUMINA, como querem alguns de nosso críticos, com as atividades de um partido político, de uma central sindical ou de uma associação representante de empregados.

Quando fazemos os estudos sobre os temas da pauta nacional, o fazemos dentro dos princípios acima expostos, e só assim continuaremos a ter a credibilidade já adquirida.

O resultado destes estudos e reflexões são postos à disposição da sociedades como um todo. Para divulgação e até para uso.

Exemplo típico foi o estudo que fizemos sobre a cisão das atividades nucleares de Furnas.

Quando concluído, foi divulgado e enviado, desde ao Presidente da República, ministros, TCU, empresas envolvidas, como também a sindicatos e associações de empregados e aposentados das mesma empresas. Foi utilizado por estes últimos, como base para as ações na Justiça que tentam impedir a referida cisão.

Se o resultado deste estudo tivesse chegado a conclusão diferente, o teríamos divulgado com a mesma honestidade de princípios. Este é e será sempre o nosso compromisso.

Convidamos a todos que se interessam pelos problemas do setor elétrico e pela solução dos mesmos, dentro dos princípios a que nos propomos, a juntarem-se a nós.

Sem essa união daremos razão aos críticos passivos e a derrota será certa.

junho/1997

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