VALE a pena subsidiar a VALE?

O diretor de novos negócios da VALE, Antônio Miguel Marques,usa umaestratégia não muito ética para conseguir o que quer. Argumenta que o preço do MWh no mercado atacadista está por volta de R$ 18 (US$6).É umapressão para continuar recebendo energia subsidiada, aproveitando a sobra de energia do sistema.Ele sabe que, se quiser, mantêm sua fábrica funcionando “exposta” ao risco da MAE, comprando a um preço que não deve mudar muito, ao invés de pagar o que realmente custa para se produzir energia.Já não bastaram os anos que compraram a US$ 12? Trata-se de uma estratégia que só olha o próprio umbigo. Ele sabe queo preçomédio de energia para produção de aluminio no mundo está no entorno de US$ 24/MWh e comprar por menos do que isso é, seguramente, receber subsídio.


Do outro lado a Eletronorte, uma empresa pública cuja área de atuação é a mais carente do Brasilem termos de infraestrutura, principalmente energia. Para cada dólar perdido na estratégia de negócios com a VALE, menos 1 US$ na solução dos problemas da regão norte do país. Por ai é que se esvaem as rendas do setor. Ainda querem que a Eletronorte faça superávit primário!!! Depois, não reclamem de aumento de encargos e da carga fiscal….


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Pinguelli acusa Vale do Rio Doce de deslealdade comercial (Tribuna 30/3/04)


Apesar de o leilão aberto pela Companhia Vale do Rio Doce, controladora da Albrás, para compra de energia já estar recebendo até propostas, o presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, continua confiante na formalização de um acordo entre a Eletronorte e a Vale que evite a compra de energia no mercado. Ontem ele acusou a Vale de estar praticando uma “deslealdade comercial” com a Eletronorte, geradora que fornece eletricidade à Albrás em contrato de 20 anos, prazo que vence em abril.


Pinguelli chegou a admitir a possibilidade de o governo federal poder fazer valer os cerca de 60% de ações que tem na Vale (nas mãos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e dos fundos de pensão) para exigir que a companhia suspenda o leilão. “Isso é uma possibilidade a ser pensada se não chegarmos a nenhuma conclusão que seja boa para as duas partes”, disse, reconhecendo que a Eletronorte teria uma perda “considerável” se a negociação com a Vale se concretizasse no nível dos US$ 12 por megawatt/hora.


“Não dá para falar em prejuízo, mas sim no que a empresa deixa de ganhar”, argumentou. O contrato é para o fornecimento de 740 MW médios de energia, o que corresponde a 25% da capacidade da Eletronorte. O interesse da Vale é adquirir a energia por um período de sete meses até que o novo modelo seja mais bem compreendido e as negociações de longo prazo possam ser retomadas. Esse argumento também foi criticado por Pinguelli. Ele acredita que a empresa está se expondo a risco.


Mesmo com as críticas à mineradora, Pinguelli disse que estão sendo mantidas “conversas cordiais” entre as partes e que a negociação caminha para um entendimento com a venda de energia da Eletronorte para a Albrás por um valor intermediário entre os US$ 12 por mW/hora oferecidos pela Vale e os US$ 22 pelo mW/hora que quer a estatal.


“Se não houver o acordo, e a Vale for mesmo comprar a energia em leilão, com certeza a Eletronorte tem maior probabilidade de ganhar a briga”, comentou. “Ninguém sabe como o preço vai se comportar no futuro. Eles estão apostando na continuidade de preços, mas se isso não se confirmar, o feitiço pode virar contra o feiticeiro”, avaliou.

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