Você sabia disso? Setor energético privatizado, com uma empresa conhecida dos brasileiros, ENDESA, principal acionista da CERJ, o CHILE está em RACIONAMENTO! Chile punirá falhas das empresas de …



Você sabia disso? Setor energético privatizado, com uma empresa conhecida dos brasileiros, ENDESA, principal acionista da CERJ, o CHILE está em RACIONAMENTO!




Chile punirá falhas das empresas de eletricidade


Bloomberg News


Santiago ­ A decisão do Chile de punir as empresas de eletricidade que não atenderem às necessidades dos clientes poderá assinalar o fim de uma década de política de livre mercado sem qualquer restrição no país da América Latina que foi pioneiro na adoção de medidas capitalistas. O presidente Eduardo Frei ­ respondendo à ira dos consumidores com os constantes blecautes que deixam 80% dos 14,6 milhões de habitantes do Chile sem energia várias horas por dia ­ pretende aumentar as multas mais de 200 vezes e, pela primeira vez, obrigar o setor a indenizar os clientes que forem prejudicados.


O governo agora afirma que as necessidades de eletricidade dos usuários prevalecerão sobre os lucros das empresas, e tenta ditar as decisões das empresas quanto à construção de novas usinas. É uma reviravolta dramática para o país. De fato, o sistema adotado pelo Chile, que permite o livre mercado determine o desempenho do setor energético foi imitado em vários graus em toda a América Latina.


"Ele está mudando as regras do jogo", disse José Antonio Guzman, "chairman" da maior companhia do país, Empresa Nacional de Electricidad SA, que gera 60% da energia do Chile. O sistema energético chileno ­ considerado um modelo do setor em termos de livre mercado ­ enfrenta estas mudanças depois de fracassar em seu maior teste desde que foi vendido pelo governo, no final da década de 80, quando não conseguia gerar energia suficiente para atender à demanda. A pior seca do século reduziu drasticamente a produção nas hidrelétricas, provocando constantes interrupções do fornecimento que deixam os 5 milhões de habitantes da capital, Santiago, sem luz três horas por dia, cria enormes engarrafamentos do trânsito quando os semáforos se apagam, e prejudica os negócios.


É uma mancha para o Chile, país elogiado pelos investidores e pelos especialisitas da economia de oferta por aplicar a mesma filosofia adotada no setor energético para implantar o primeiro sistema privado de fundos de pensão da região, e vender as companhias telefônicas estatais.


O governo agora quer que as empresas paguem parte da conta. Empresa Nacional, Gener SA, Colbun SA, Colbun SA e outras empresas privadas do setor poderão ser obrigadas a indenizar os clientes pela interrupção do fornecimento de energia causada por secas ou outros desastres naturais, o que poderá representar uma soma formidável. Um grupo da indústria metalúrgica estima que as empresas chilenas estão perdendo US$ 10 milhões por dia.


O governo estuda até mesmo a possibilidade de voltar a operar no setor pela primeira vez desde o início da década de 80, recolocando em operação usinas inativas pertencentes às estatais Codelco, produtora de cobre, e `a companhia petrolífera Enap SA.


O presidente Frei exige ainda que as empresas de energia construam novos geradores para aumentar a capacidade do país em 500 megawatts.


Há 15 anos as empresas utilizam o potencial de lucro próprio como medida para decidir quando deverão expandir-se. "Estas companhias lucraram durante 20 anos e investiram em todo o mundo". "Agora, deverão fazer o mesmo no Chile", disse Frei.


A Empresa Nacional já cedeu às pressões oficiais e gastará US$ 100 milhões para gerar mais 200 megawatts de eletricidade. Até o momento a Gener e a Colbun não disseram se aumentarão sua capacidade. A ameaça de punições poderá obrigar a Empresa Nacional a abandonar sua estratégia de construir hidrelétricas ­ como a barragem de Ralco, de US$ 570 milhões, ainda uma proposta ­ cuja operação é mais barata do que a de usinas de gás natural, das refinarias ou das usinas de carvão. A companhia poderá passar a utilizar usinas termoelétricas como apoio em épocas de seca, elevando os custos e afetando os lucros, disse Fernandez.


Frei, cujos esforços para atualizar a regulamentação das companhias de energia elétrica foram frustrados anos a fio pela oposição da direita, poderá conseguir a aprovação do projeto pelo Congresso por causa da ira dos usuários com as interrupções diárias. O governo estima que as interrupções em Santiago passarão de três horas diárias para seis se algumas das grandes hidrelétricas forem fechadas no mês que vem, conforme se teme.


Executivos do setor afirmaram que não podem ser responsabilizados por uma seca duas vezes pior do que a de 1968, que já era recorde.


Embora a capacidade de geração de energia do Chile de 7.100 megawatts seja o dobro da demanda média, a metade dela é produzida por usinas hidrelétricas.


A construção de usinas para enfrentar a pior seca dos últimos cem anos não é lucrativa, a não ser que os consumidores ou o governo paguem por ela, disse Guzman, da Empresa Nacional.



Suspensa a negociação das ações de elétricas


Santiago ­ o superintendente da Comissão de Valores Mobiliários e de Seguros do Chile, Daniel Yarur, disse ontem que a suspensão das negociações das ações da Enersis SA (ENI) e da Empresa Nacional de Eletricidade SA (EOC), ordenada pela Bolsa de Santiago, poderá continuar pelo menos até hoje. A Bolsa resolveu agir depois da surpreendente decisão, tomada na noite de quarta-feira por uma comissão antimonopólio, de suspender a oferta de US$ 2,1 bilhões da Enersis para o leilão planejada para ontem, com o objetivo de assumir o controle da Endesa Chile, como é conhecida a maior companhia geradora de eletricidade do país.


A Enersis já é proprietária de 74% da maior distribuidora de eletricidade do Chile, Chilectra SA. Falando aos jornalistas onte, Yarur disse que seu escritório estava coordenando com a Bolsa a proibição das negociações imposta à Enersis e à Endesa Chile que, afirmou, "poderá durar um dia ou mais".


Respondendo a uma pergunta sobre a escolha do momento para a decisão da comissão, na noite antes do leilão, Yarur disse que teria sido melhor se a agência reguladora tivesse tomado a decisão antes. Na mesma coletiva à imprensa, os jornalistas perguntaram ao subsecretário das Finanças, Manuel Marfan, se a decisão da comissão, a pedido de um promotor federal, de suspender a oferta da Enersis para assumir o controle da Endesa representa "mudança das normas do jogo".


"A promotoria e a comissão fazem parte das regras do jogo já há muito tempo", disse Marfan. "Nos outros países do mundo mais desenvolvido e nas economias mais desenvolvidas as comissões reguladoras freqüentemente tomam decisões em situações como esta. Acredito ser importante a longo prazo para os investidores estrangeiros e para a nossa integração nos mercados internacionais demonstrar que o Chile é um país em que as instituições funcionam e onde as leis são respeitadas".



FONTE: GAZETA MERCANTIL-30/04/99



EL MERCÚRIO Santiago de Chile, Martes 4 de Mayo de 1999

CRISIS ENERGÉTICA:

Ultimas Lluvias Permiten Eliminar Hoy Racionamiento


Autoridades advierten que efecto de las recientes precipitaciones no será permanente, sibien se incrementaron reservas hídricas. Intendencia autorizó manifestación para mañana.

Medidas Metropolitanas.


Un positivo efecto, al menos durante un par de días, tendrán las precipitaciones que cayeron recientemente en la zona centro-sur del país, y cuyo efecto más notorio para lapoblación será la eliminación de los cortes de electricidad durante hoy en Santiago.


Si bien tanto las autoridades como las empresas se mostraron cautelosas respecto a lo que pasará en las jornadas venideras, lo concreto es que ya ayer se notó algún pequeño alivio en la situación de racionamiento.


Pero el Ministro presidente de la Comisión Nacional de Energía, Oscar Landerretche, precisó que el efecto de las precipitaciones sólo durará un par de días, pues para aliviar de manera más permanente el actual déficit se requeriría un nivel de precipitaciones veinte veces mayor.


En el caso de Santiago, pese a que ayer Chilectra proyectaba la existencia de cortes con una duración de una hora y media, finalmente éstos se extendieron por media hora.


Para hoy, la distribuidora señaló que debido al aumento de afluentes en algunas centrales generadoras, la empresa no racionará en los ocho bloque existentes.


También Río Maipo, la otra empresa que abastece a la Región Metropolitana, ayer estuvoen condiciones de no cortar a sus clientes, que se distribuyen en 11 comunas, y hoy no racionarán a ninguno de sus 270 mil clientes.


En cuanto al efecto que las precipitaciones tendrán sobre las reservas, el subsecretario de Obras Públicas, Juan Carlos Latorre, explicó que el agua caída en los últimos días en la VIII Región permitió elevar la cota del lago Laja desde 1.302,9 metros a 1.303,24 metros, y añadió que por ello la cartera no cree necesario todavía hacer efectiva la autorización entregada a Endesa para que extraiga agua adicional de la reserva.


El acuerdo, anunciado el pasado jueves, supone la entrega de 12 metros cúbicos por segundo a la generadora, con un volumen máximo de 24 millones de metros cúbicos en mayo. En la práctica, supone bajar en 50 centímetros el caudal acumulado, cercano a los dos metros.


Sin embargo, los 257,8 milímetros caídos en el área donde se sitúan el lago y las centrales Abanico, El Toro y Antuco de la mencionada empresa privada, con el alivio que ello trae para la situación límite que motivó el permiso del MOP, permitió congelar la medida hasta por lo menos mañana.


Es más, el subsecretario Latorre no descartó que si sigue lloviendo la autorización entregada a Endesa, conforme al convenio de regulación del lago que rige desde 1958, considere una cantidad menor de agua, ya que se trata de evitar el colapso del sistema – por cuanto allí opera la central Antuco, que actúa como reguladora del SIC- y no dereforzar el sistema eléctrico.


Enfatizó que un criterio clave para la repartición a su cargo es la cautela de los derechos de los regantes y que hoy tendrá lugar una nueva reunión con los directivos de la generadora para afinar las compensaciones a que los usuarios agrícolas tendrán derecho. Esta se hará efectiva al término de la próxima temporada agrícola, una vez que se compruebe la cantidad del recurso a que tuvieron acceso los regantes.


En el MOP existe la decisión de introducir modificaciones tanto al convenio que establece las condiciones de explotación del Laja como del correspondiente a Laguna del Maule, en la VII Región, y que data de 1947. Ello, porque – según ha expresado el subsecretario Latorre- las condiciones han cambiado, ya

]que cuando ambos acuerdos fueron suscritos se materializaron entre dos entidades públicas, antes que Endesa se convirtiera en privada.


MAYOR DISPONIBILIDAD INFORMA ENDESA


Endesa, en tanto, informó que las precipitaciones del fin de semana incrementaron la disponibilidad hidráulica y el aporte de generación de centrales como Antuco y Pangue.


Lo anterior, explicó, permite reducir a la mitad los racionamientos programados para ayerlunes y hoy martes 4 de mayo, sin utilizar reservas ya embalsadas o almacenables debido a la lluvia.


"Este alivio que presenta la oferta del sistema se debe única y exclusivamente a la mejoría de la condición hidrológica y de ninguna manera está vinculada a los eventuales nuevos aportes requeridos en unidades térmicas, de acuerdo a las necesidades planteadas por la autoridad", indicó, añadiendo que esta situación es transitoria y se requiere que la comunidad continúe incrementando el esfuerzo de ahorro.


CORTE ANALIZO CAMBIOS A REGULACION


El tema también fue analizado en el ámbito judicial, pues el pleno de la Corte Supremainformó ayer positivamente la propuesta de cambio a la normativa que regula el sector eléctrico, referente a la posibilidad de las empresas multadas de recurrir a las Cortes de Apelaciones. Con una rapidez propia de la urgencia planteada para el tema, el pleno se reunió a las 14 horas de ayer y elaboró en un lapso breve su informe para enviarlo a la Comisión de Minería de la Cámara de Diputados.


Los magistrados acordaron por unanimidad informar positivamente sobre la iniciativa tal cual ya se había hecho anteriormente, pero sugiere mantener la redacción del proyectooriginal del Ejecutivo y que se añada que no procederá luego de la apelación el recurso de queja.


Asimismo, plantearon que de aprobarse la ley se debieran entregar al Poder Judicial los recursos para tomar esta nueva responsabilidad.


En el marco de las protestas ciudadanas frente a los cortes del suministro, la Confederación por la Defensa de los Derechos Ciudadanos (Confedach) comenzó el viernes pasado un proceso de votación en las calles por el cual la gente se compromete a retrasar el pago de la cuenta de luz.


El presidente de la entidad, Ernesto Medina, dijo que ella es otra forma de presionar tanto alas autoridades de Gobierno y especialmente a las empresas del rubro y hacerles saber la opinión que la ciudadanía tiene al respecto. Hasta el mediodía de ayer, dijo, se habían reunido más de 5 mil compromisos en tal sentido.Confirmó también la convocatoria a la marcha con velas encendidas que se realizarámañana a las 18 horas por las calles céntricas de la capital. De igual manera, ayer la intendencia de Santiago autorizó para mañana a las 18:00 horas en el Parque Bustamante una manifestación convocada por el denominado Frente Ciudadano por la Dignidad Nacional. Respecto al llamado del Ejecutivo para conformar una comisión de ahorro, Medina afirmó que en ella también deben estar representados los usuarios y consumidores del servicio eléctrico, ya que tienen una proposición que hacer en cuanto a economía.


Ello es siempre y cuando las empresas también estén dispuestas a hacer su parte, como bajar a la mitad el cobro por corte y reposición y no esperar una ley para decidir la eliminación del cobro por arriendo y mantención de medidores.


En el acto de recolección de compromisos, Medina estuvo acompañado por los diputados Francisco Encina (PS) y Aníbal Pérez (PPD), quienes destacaron la necesidad de mejorar el marco regulatorio de las relaciones contractuales entre empresas y usuarios, "frente a lo cual, estimamos, ningún parlamentario tendría motivos para oponerse", señaló este último.

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