BNDES VAI DEFINIR FUTURO DA LIGHT Cláudia Schüffner -Valor – do Rio | ||
Concluída a segunda rodada de negociações com os bancos, a Segundo ele, “falta a análise de crédito pelo BNDES. Depois que a diretoria (do banco) aprovar a operação vamos convocar nova assembléia de acionistas para que a A Light prepara uma emissão de R$ 767 milhões em debêntures conversíveis em ações da companhia, dos quais, como determina o programa de capitalização, o BNDES vai adquirir R$ 727 milhões. Desse total, o banco estatal pode converter pelo menos um terço em ações da companhia, ficando com 8% do capital da Light. Mas a distribuidora carioca torce para que esta participação seja maior, com o BNDES convertendo pelo menos 50% das debêntures. Se isso ocorrer, o ele passaria a deter 20% do capital da empresa, como calculou o próprio Ribeiro Pinto ao fazer simulações.
A distribuidora renegociou sua dívida de R$ 1,77 bilhão, equivalentes a aproximadamente US$ 660 milhões com os bancos. Desse total, faz parte uma dívida de US$ 160 milhões devidos ao Deutsche Bank (credit linked notes), equivalentes a aproximadamente R$ 400 milhões que não são elegíveis. Deduzido o débito com o banco alemão, a dívida cai de R$ 1,7 bilhão para R$ 1,3 bilhão, equivalentes a aproximadamente US$ 500 milhões. O pagamento dessa soma será feito em três tranches. As tranches denominados A e B devem ter credores que têm R$ 800 milhões a receber. Na tranche C estão fundos americanos que deram mais um ano de prazo à Light, em troca de uma taxa de juros crescente. A dívida de US$ 160 milhões com o Deutsche foi repactuada e teve o vencimento do principal, que atualmente está previsto para 2007, postergado para 2014. Essa dívida tem garantia corporativa da EDF e será paga pela Light apenas depois que vencerem os prazos de pagamento das tranches A, B e C, com vencimentos em 2012 e 2013, já considerando a carência de um ano. “Esse momento é muito importante porque estruturamos a dívida e permitirá retomar o equilíbrio econômico-financeiro, sem prejudicar a concessão”, disse Paulo Roberto Pinto, informando ainda que a Light deve aderir ao novo mercado da Bovespa em julho. Nosso comentário: Uma pergunta que não quer calar: quem vai pagar a conta? |
