JB 23/4/99
Tarifas de energia subirão até 1%
MÔNICA TAVARES
BRASÍLIA – A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fixou o valor máximo de receita anual das empresas de
transmissão de energia elétrica de todo o país, que vai vigorar até abril do ano 2000. A receita total autorizada pela Aneel foi
de pouco mais de R$ 2 bilhões. Furnas terá direito à maior parcela, de R$ 470,3 milhões. Esses valores representam um
aumento de até 1% na tarifa cobrada dos consumidores.
O diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, alertou, porém, que as distribuidoras de energia só podem repassar o aumento para
seus usuários na época do reajuste anual de tarifas ou na revisão dos contratos de concessão. No caso da Light, o reajuste
acontecerá somente em novembro, e no da Cerj (Companhia Energética do Estado do Rio de Janeiro), em dezembro.
Para Abdo, os valores de receita de transmissão vão estimular a competição no setor. Ele explicou que estão sendo cobrados
R$ 4,96 por megawatt/hora, o que fica abaixo do valor internacional de US$ 5 por megawatt/hora. A Aneel publicou
também a lista de todas as linhas de transmissão, acima de 230 kV de voltagem, que compõem da rede básica do país, em um
total de 78 mil km.
A Aneel publica hoje, no Diário Oficial da União, as tarifas máximas que podem ser cobradas pelas três empresas criadas com
a cisão da Cesp (Companhia Energética de São Paulo) ao fornecer energia para as distribuidoras. Esses dados são essenciais
para os investidores interessados na privatização das empresas montarem seus planos de negócios. A Geração Tietê irá cobrar
em média R$ 34,08 por megawatt/hora das seis distribuidoras; a Geração Paranapanema, que tem sete concessionárias como
clientes, cobrará R$ 32,97 por megawatt/hora; enquanto a Cesp Paraná, que abastece quatro empresas, receberá R$ 33,08 por
megawatt/hora.